Atualizado em 14 de Julho de 2026

Criado por Joana Mazzochi Aguiar - Nutricionista

Criado por humano

6 remédios naturais para enxaqueca e dicas para aliviar

Resumo rápido

  • Hidratação, chás calmantes, óleos essenciais e técnicas de relaxamento podem ajudar a aliviar os sintomas da enxaqueca.
  • Manter sono regular, evitar jejum prolongado e identificar gatilhos individuais contribui para reduzir a frequência das crises.
  • Remédios naturais funcionam como complemento e não substituem medicamentos ou tratamentos para enxaqueca indicados por um profissional.
  • Dores muito intensas, mudanças no padrão da enxaqueca ou sintomas como fraqueza, alterações visuais e dificuldade para falar exigem avaliação médica.
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6 remédios naturais para enxaqueca

Confira o que tomar para enxaqueca e auxiliar no tratamento e alívio dos sintomas:

1. Consumo adequado de água

A desidratação é uma das maiores causas da enxaqueca e costuma ser muito negligenciada. Quando o organismo percebe a baixa ingestão hídrica, uma das formas de "avisar" que precisa de água é por meio da dor de cabeça.

O consumo ideal diário é em torno de 2 a 3 litros. De uma forma mais específica, é possível encontrar a quantidade ideal de água para cada pessoa fazendo a simples conta: 35 ml x peso.

Portanto, antes de iniciar qualquer tipo de tratamento medicamentoso, é essencial verificar se a origem da enxaqueca não é apenas falta de água.

2. Óleos essenciais

O uso de óleos essenciais também têm sido adotado no alívio dos sintomas da enxaqueca. O mais conhecido é o óleo essencial peppermint (hortelã-pimenta).

Um recente estudo de revisão trouxe o uso de óleo de peppermint como um fitoterápico de importante atuação como remédio natural para enxaqueca, já que promove o relaxamento muscular e o alívio da tensão, bastante associados aos quadros de dor.

O estudo também aponta outros óleos essenciais com propriedades benéficas para o alívio dos sintomas da enxaqueca, como: coentro, cidra, rosa damascena, camomila e lavanda.

O uso de óleos essenciais é por meio da inalação e aplicação na pele, não é recomendado sua ingestão via oral.

3. Cúrcuma

A cúrcuma é um ingrediente culinário reconhecido por sua cor alaranjada e sabor característico, além das suas propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias. Pode ser ingerida in natura, utilizada como tempero em diversas preparações culinárias, adicionada a sucos ou através de suplementação como a cúrcuma, por exemplo.

Pesquisas apontam que a curcumina pode exercer efeitos modulatórios na intensidade da dor e inflamação. Ao ser testada, ela reduziu significativamente os níveis de inflamação, frequência, intensidade e a duração das dores de cabeça. Assim, a curcumina se mostrou uma abordagem promissora no tratamento da enxaqueca.

Outro artigo associou o uso de gengibre e cúrcumo ao tratamento convencional no alívio nos sintomas da enxaqueca devido suas propriedades antiinflamatórias e analgésicas.

4. Magnésio

Além da cúrcuma, o consumo de magnésio tem sido utilizado como remédio natural para enxaqueca e incluído no tratamento e prevenção das crises de dor.

Um grupo de pesquisadores conduziu um estudo para avaliar os efeitos do consumo de magnésio para enxaqueca, tanto por meio da alimentação quanto por meio de suplementos.

Os participantes que incorporaram magnésio na rotina alimentar observaram resultados positivos, experimentando uma diminuição significativa na intensidade e na frequência das crises.

Isso evidencia uma correlação entre o aumento da ingestão de magnésio e a redução da dor crônica, destacando a importância do cuidado nutricional como um meio eficaz para melhorar a qualidade de vida.

5. Chás calmantes

O uso de chás também é bastante difundido como um poderoso remédio natural para enxaqueca, especialmente aqueles que auxiliam na ansiedade e no relaxamento muscular.

Além de melhorar a tensão que pode provocar enxaqueca, os chás também apresentam propriedades antiinflamatórias e antioxidantes, que contribuem para a melhora do quadro no curto e longo prazo, como apontam pesquisas.

Os chás considerados remédios naturais para enxaqueca, são: de camomila, melissa, cidreira, lavanda e valeriana.

6. Escalda-pés

Mergulhar os pés em água morna por cerca de 20 minutos pode ajudar a reduzir a pressão arterial e promover o relaxamento, aliviando a intensidade da dor de cabeça.

Precauções

Embora o uso de remédio natural para dor de cabeça e enxaqueca seja respaldado por boas evidências e considerado seguro, é crucial informar o médico responsável sobre seu uso para que seja possível incorporá-lo ao tratamento convencional.

Além disso, é essencial salientar que depender exclusivamente de remédios caseiros para enxaqueca pode não ser eficaz. Nessas situações, a administração de medicamentos farmacológicos e intervenção médica torna-se necessária.

Medicamentos e tratamentos médicos para enxaqueca

Quando opções naturais de remédios para enxaqueca não são suficientes, existem diversos tratamentos para enxaqueca disponíveis que variam desde medicamentos de venda livre até terapias prescritas mais complexas.

A escolha do tratamento ideal para enxaqueca deve ser feita em conjunto com um profissional de saúde, considerando a frequência, intensidade e características das crises. Saiba mais a seguir:

1. Medicamentos analgésicos:

  • dipirona: um analgésico comum usado para aliviar a dor de enxaqueca, disponível em diversos medicamentos, como Neosa DIP e Doralgina. A dipirona atua como um analgésico e antiespasmódico, ajudando a reduzir a intensidade das crises;
  • paracetamol e aspirina: são outros analgésicos frequentemente usados para o alívio de dores de cabeça, incluindo enxaquecas leves a moderadas. É importante seguir a dosagem recomendada para evitar efeitos colaterais.

2. Medicamentos específicos para enxaqueca:

  • triptanos: incluem medicamentos como sumatriptano, eletriptano e zolmitriptano. Eles agem contraindo os vasos sanguíneos do cérebro e bloqueando os caminhos da dor, sendo eficazes para tratar crises agudas de enxaqueca.

3. Medicamentos preventivos:

  • betabloqueadores: como propranolol e metoprolol, são usados para reduzir a frequência e a intensidade das crises de enxaqueca. Eles são mais eficazes em pessoas que têm enxaquecas frequentes;
  • antidepressivos: certos antidepressivos, como amitriptilina e venlafaxina, também são utilizados para a prevenção de enxaquecas, ajudando a regular os neurotransmissores cerebrais;
  • anticonvulsivantes: medicamentos, como topiramato e ácido valpróico, são prescritos para prevenir crises de enxaqueca, atuando no controle das atividades neuronais.

4. Injeções de botox:

  • nem todos os pacientes com enxaqueca são candidatos ao tratamento com injeção de botox para enxaqueca. Geralmente, esse tratamento é indicado para aqueles que sofrem de enxaquecas crônicas, apresentando dor de cabeça por, pelo menos, 15 dias por mês, com enxaquecas ocorrendo em pelo menos oito desses dias;
  • esses pacientes, frequentemente, já estão em tratamento com outras medicações para enxaqueca, e a injeção de botox é adicionada para tentar reduzir o número de crises.

5. Terapias emergentes:

  • injeções de CGRP (Calcitonin Gene-Related Peptide): medicamentos, como erenumabe e fremanezumabe, são novos tratamentos que atuam bloqueando o peptídeo relacionado ao gene da calcitonina, que é uma substância envolvida na patogênese da enxaqueca. Esses tratamentos são indicados para prevenir enxaquecas em pessoas que não responderam bem a outras terapias.

6. Dispositivos médicos

  • dispositivos de estimulação elétrica ou magnética: incluem opções, como o Cefaly, um dispositivo de neuroestimulação que pode ser utilizado para a prevenção ou tratamento de crises de enxaqueca. Eles atuam estimulando os nervos responsáveis pela dor de cabeça.

Autocuidados e prevenção dos sintomas de enxaqueca

Além de saber como aliviar a enxaqueca, é importante adotar cuidados que ajudem a reduzir a frequência e a intensidade das crises. Uma das principais medidas é identificar os gatilhos individuais e observar como determinados hábitos afetam os sintomas.

Algumas estratégias que podem ajudar na prevenção incluem:

  • Manter uma rotina de sono regular: procure dormir e acordar em horários semelhantes, inclusive nos finais de semana. Tanto a falta quanto o excesso de sono podem desencadear crises de enxaqueca.
  • Não ficar longos períodos sem comer: faça refeições em horários regulares para evitar quedas nos níveis de açúcar no sangue, que podem favorecer o aparecimento da dor.
  • Controlar o estresse: meditação, exercícios de respiração, ioga e outras técnicas de relaxamento podem ajudar a diminuir a tensão física e emocional.
  • Praticar atividades físicas regularmente: caminhada, natação, bicicleta e ioga podem contribuir para o bem-estar e para a redução da frequência das crises.
  • Moderar o consumo de cafeína: café, alguns tipos de chá, energéticos e chocolates podem desencadear sintomas em algumas pessoas, especialmente quando consumidos em excesso ou retirados da rotina de forma repentina.
  • Evitar o uso excessivo de analgésicos: tomar medicamentos para dor com muita frequência pode causar cefaléia por uso excessivo de medicação e tornar as crises mais recorrentes.
  • Avaliar a suplementação com um profissional: magnésio, riboflavina e coenzima Q10 podem ser considerados em alguns casos, mas devem ser utilizados com orientação médica ou nutricional.
  • Manter um diário de enxaqueca: registre a data, a duração e a intensidade das crises, além dos alimentos consumidos, das horas de sono, do nível de estresse e de outros possíveis gatilhos. Essas informações podem ajudar a identificar padrões e orientar o tratamento.

Como os gatilhos variam de uma pessoa para outra, o acompanhamento profissional é importante para definir as estratégias mais adequadas para prevenir e controlar as crises.

Como identificar a enxaqueca

Dores de cabeça não são todas iguais, há diferentes tipos dependendo da região afetada e demais sintomas associados.

Existem as dores de cabeça primárias, aquelas cuja origem está diretamente ligada à região da dor, e as dores de cabeça secundárias, que têm como base uma condição de saúde subjacente, impactando consequentemente em dores na cabeça.

No caso de enxaqueca, ela caracteriza-se por uma dor pulsante e intensa, geralmente localizada em apenas um lado da cabeça.

Geralmente, é precedida por uma fase chamada "áurea", marcada por sensibilidade à luz, manifestando-se através de alterações visuais como pontos luminosos e visão turva.

Dessa forma, a luminosidade e o ruído tornam-se incômodos para aqueles que sofrem de enxaqueca, frequentemente associados a episódios de náusea e indisposição.

10 causas da enxaqueca

Os episódios de enxaqueca podem ser multifatoriais e decorrentes de problemas secundários, acompanhe as principais causas da enxaqueca:

  • excesso de estímulos sensoriais (ficar em frente à telas, ler por longos períodos, sentir cheiros muito fortes, passar um tempo em um local muito barulhento);
  • insônia ou má qualidade do sono;
  • desidratação;
  • jejum (passar muitas horas sem se alimentar);
  • excesso de estímulos como a cafeína e os energéticos;
  • má postura (pode comprometer a região do crânio);
  • estresse e ansiedade (provocam tensão e consequentemente dor);
  • alterações hormonais como TPM, período menstrual e gestação;
  • consumo excessivo de álcool;
  • causas secundárias associadas (inúmeras doenças podem provocar sintomas de enxaqueca, como hipertensão, aneurisma e infecções).

Quando procurar ajuda médica?

É importante procurar ajuda médica para enxaqueca quando há mudanças significativas no padrão das dores, como aumento na frequência ou intensidade, ou quando a dor altera sua natureza.

Sintomas neurológicos atípicos, como alterações visuais, problemas de fala, ou fraqueza, também exigem avaliação imediata. Além disso, se os tratamentos atuais não estiverem funcionando ou se o uso de analgésicos se tornar frequente, é essencial buscar orientação médica para evitar complicações e obter um diagnóstico e tratamento adequados.

Perguntas frequentes sobre refluxo

Tire as principais dúvidas sobre cuidados caseiros, alimentação, prevenção e quando procurar orientação médica.

Quais são os remédios naturais para enxaqueca?

O conteúdo cita o consumo adequado de água, óleos essenciais, cúrcuma, magnésio e chás calmantes como opções de remédios naturais para enxaqueca.

Como usar óleos essenciais para enxaqueca?

O uso de óleos essenciais é por meio da inalação e aplicação na pele, não sendo recomendada sua ingestão via oral.

Magnésio ajuda na enxaqueca?

O conteúdo aponta uma correlação entre o aumento da ingestão de magnésio e a redução da dor crônica, destacando resultados positivos com diminuição significativa na intensidade e na frequência das crises.

Quais chás podem ajudar na enxaqueca?

Os chás considerados remédios naturais para enxaqueca são os de camomila, melissa, cidreira, lavanda e valeriana.

Remédios naturais substituem o tratamento médico para enxaqueca?

Depender exclusivamente de remédios caseiros para enxaqueca pode não ser eficaz. Em algumas situações, a administração de medicamentos farmacológicos e intervenção médica torna-se necessária.

Referências

Este conteúdo possui caráter informativo e foi elaborado com base em diretrizes clínicas, estudos científicos e fontes institucionais de saúde. Remédios caseiros e plantas medicinais não substituem diagnóstico ou tratamento profissional e podem causar efeitos adversos ou interagir com medicamentos.

  1. LOPRESTI, Adrian L.; SMITH, Stephen J.; DRUMMOND, Peter D. Herbal treatments for migraine: A systematic review of randomised-controlled studies. Phytotherapy Research, v. 34, n. 10, p. 2493-2517, 2020. Wiley
  2. Sarrico, L. D., Angelini, et.al. Um estudo do uso de chás da hortelã (Mentha x Villosa Huds), folha de Maracujá (Passiflora Edulis), Camomila-vulgar (Matricaria Chamomilla L.) E de Erva-cidreira (Melissa Officinalis) no auxílio ao tratamento e prevenção à ansiedade: uma revisão bibliográfica. Brazilian Journal of Development, 8(9), 61985–62005. BJD
  3. DA CRUZ PAULINO, Renan et al. Conhecimento sobre plantas medicinais entre alunos da Universidade Federal do Semi-Árido, Mossoró, RN. Revista Verde de Agroecologia e Desenvolvimento Sustentável, v. 6, n. 4, p. 14, 2011. Dialnet
  4. Tavares, R. H. F., Feitosa, F. G. E., de Araújo, C. A., & Medeiros, L. de A. (2024). O uso de fitoterápicos no manejo da cefaleia. Cuadernos De Educación Y Desarrollo, 16(2 Edição Especial). Cuadernos de Educación
  5. DE CARVALHO, Sérgio Manoel Lemos et al. Aumento da ingesta de magnésio na dieta associada à redução da dor crônica: Uma revisão sistemática. Anais da Faculdade de Medicina de Olinda, v. 1, n. 4, p. 41-45, 2019. MedlinePlus

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Este conteúdo possui caráter informativo e é baseado em literatura científica. O uso de suplementos alimentares deve ser avaliado por profissional de saúde, especialmente em casos de gestantes, lactantes, pessoas com condições clínicas ou em uso de medicamentos. A rotulagem dos produtos segue as diretrizes regulatórias da Anvisa.

Foto de Joana Mazzochi Aguiar

Conteúdo criado por especialista:

Joana Mazzochi Aguiar

Nutricionista

Este artigo foi escrito por Joana Mazzochi Aguiar, nutricionista (CRN 10 – 10934), formada pela Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI). É especialista em Atendimento Nutricional para Cirurgia Bariátrica e atualmente cursa pós-graduação em Saúde da Mulher e Estética pela VP – Centro de Nutrição Funcional, uma das instituições mais renomadas da área. Seu trabalho é guiado pelos princípios da nutrição funcional e do cuidado integral à saúde feminina.

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