Atualizado em 30 de Julho de 2025

Criado por Joana Mazzochi - Nutricionista

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Dieta para intestino inflamado: o que comer e o que evitar

Em uma dieta para intestino inflamado, devem ser priorizados alimentos de fácil digestão, com poucas fibras insolúveis e pouca gordura, além de muita água para manter a hidratação. Bons exemplos são: arroz branco, peito de frango cozido e frutas sem casca. 

Acompanhe essas e outras dicas sobre o que é bom para inflamação no intestino no texto abaixo:

Alimentos bons para desinflamar o intestino

A inflamação intestinal pode ser causada por diversas condições, como infecções, alergias alimentares ou desequilíbrios na microbiota intestinal. Identificar as causas e os sintomas o mais rápido possível é muito importante para determinar o tratamento e a dieta mais adequada.

Existem alguns alimentos bons para intestino inflamado​ e que podem ser consumidos com maior tranquilidade durante o tratamento. É importante consultar um médico gastroenterologista e uma nutricionista para adequar a dieta a cada realidade.

  • Frutas sem casca: o consumo de frutas para intestino inflamado é muito importante para manter a saúde intestinal e o aporte de nutrientes, porém, elas devem sempre ser sem casca, pois é onde concentram-se as fibras insolúveis, que tornam a digestão mais difícil e podem aumentar a irritação e a dor;
  • Arroz branco, macarrão brancos e batata sem casca cozidos: são ótimas opções de carboidrato para almoço e jantar, já que não apresentam elevadas quantidades de fibras e serão facilmente digeridos e absorvidos;
  • Peito de frango cozido ou grelhado: a melhor opção de proteína em uma dieta para intestino inflamado, pois além de ser baixa em gordura, é de fácil digestão;
  • Legumes cozidos: cenoura, abobrinha e beterraba são bons exemplos de legumes cozidos que podem ser incluídos em uma dieta para intestino inflamado. É importante evitar o consumo de salada crua, pois aumenta o teor de fibras insolúveis e o risco de contaminação;
  • Psyllium: o psyllium é benéfico para a restauração da saúde intestinal em quantidade moderada, pois é um tipo de fibra solúvel de fácil digestão e ajuda a formar um gel, que pode aliviar a inflamação e melhorar a consistência das fezes, especialmente em casos de constipação;
  • Chá para o intestino inflamado: existem chás com propriedades anti inflamatórias e digestivas que podem ser incluídos em uma dieta para intestino inflamado a fim de auxiliar a aliviar os sintomas e melhorar a digestão, como: chá de camomila, chá de espinheira santa e chá de boldo.

O que evitar na dieta para intestino inflamado

Durante o tratamento para o intestino inflamado, a dieta torna-se um pouco mais restrita, pois a lista de alimentos que podem prejudicar o quadro e contribuir para o aumento da inflamação, é grande. 

Confira quais os potenciais alimentos que inflamam o intestino, pioram a digestão​​ e prejudicam a recuperação:

  • Açúcar: devido ao seu caráter pró-inflamatório, alimentos ricos em açúcar devem ser evitados durante uma dieta para intestino inflamado, como bolachas, chocolate e produtos de padaria;
  • Irritantes da mucosa gástrica: alimentos com cafeína e condimentados, como café, chá verde, chocolate e pimenta, devem ser eliminados até o tratamento finalizar, pois prejudicam a recuperação da parede do intestino e aumentam o nível de inflamação local;
  • Fibras insolúveis: presentes nas cascas das frutas e em grãos integrais, é recomendado evitar fibras insolúveis durante uma crise de inflamação intestinal, pois elas podem aumentar a irritação e a dor;
  • Lactose: mesmo que não seja intolerante a lactose, é ideal evitar o consumo de leites e derivados durante uma crise de intestino inflamado, pois a enzima lactase, que digere a lactose, é produzida na parede do intestino e sua atividade pode ser comprometida devido à inflamação;
  • Altos em FODMAP: alimentos com alto teor de FODMAP, como glúten, lactose, algumas frutas e verduras, podem piorar o quadro inflamatório e aumentar sintomas como dor, inchaço abdominal e alterações no trânsito intestinal, por isso seu consumo deve ser limitado durante esse período.

É importante investigar como cada organismo se comporta diante dos alimentos citados. Por exemplo, uma pessoa com intolerância à lactose, inflama o intestino cada vez que consome lácteos, assim ela precisará evitar o consumo sempre, não apenas durante o tratamento.

Também é fundamental procurar auxílio médico, pois dependendo da causa e sintomas, será necessário entrar com outras intervenções, como uso de medicamentos e aplicação de soroterapia. Quem poderá dizer qual a melhor dieta e qual o melhor anti-inflamatório para intestino inflamado​, é um profissional da saúde.

Cardápio e receitas para aliviar a inflamação intestinal

A seguir, acompanhe a elaboração de um cardápio para intestino inflamado feito com base em refeições leves e nutritivas, para te ajudar a aliviar os sintomas e manter o aporte ideal de nutrientes em dia, sem comprometer o tratamento.

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Café da manhã Suco para intestino inflamado: 3 rodelas de abacaxi sem casca, hortelã e uma colher de chá de psyllium. Consumir com uma fatia de pão branco sem casca com banana amassada e canela.
Almoço Arroz branco, peito de frango grelhado e legumes cozidos no vapor.
Lanche da tarde Panqueca de banana com ovos e canela.
Jantar Sopa para intestino inflamado: abóbora moranga e batata inglesa sem casca, chuchu sem casca para dar cremosidade, temperada com cúrcuma, orégano e gengibre em pó. Acrescentar peito de frango cozido desfiado.
Ceia Chá de camomila

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Suplementos ajudam na recuperação do intestino

Além da adoção de uma dieta adequada, incluir suplementos específicos para o intestino inflamado pode ser uma ótima estratégia para fortalecer as paredes intestinais e melhorar a saúde digestiva. No entanto, é essencial consultar um profissional de saúde antes de introduzir qualquer suplemento, garantindo que ele seja adequado ao seu quadro. Alguns exemplos:

Suplementos probióticos

Estudos indicam que a suplementação com probióticos em pacientes com doença inflamatória intestinal pode reduzir os níveis de citocinas inflamatórias, melhorar a composição da microbiota intestinal e diminuir as taxas de recaída.

Apesar dos resultados promissores, muitos estudos ainda contam com amostras pequenas e curto período de acompanhamento, o que reforça a necessidade de pesquisas mais amplas e de longo prazo para confirmar esses benefícios.

É importante reforçar que o uso de probióticos deve ser inserido em etapas específicas do tratamento e sempre com orientação profissional, para garantir a escolha adequada das cepas, o momento certo da introdução e a segurança no uso.

Suplementos prebióticos

Conforme o progresso do tratamento, pode ser interessante incluir fibras solúveis, como o psyllium. Esse suplemento auxilia na formação do bolo fecal e contribui para a manutenção da integridade intestinal e imunológica, aspectos que, muitas vezes, ficam comprometidos em um intestino inflamado. *_*

Suplementos anti-inflamatórios

Outra estratégia útil é fazer uso de suplementos com propriedades anti-inflamatórias, como resveratrol, cúrcuma e ômega 3. Esses compostos têm ação antioxidante e ajudam a amenizar os sinais de inflamação intestinal.

O ômega 3, além disso, pode melhorar a microbiota intestinal, favorecendo o aumento das bactérias benéficas e contribuindo para o equilíbrio da flora intestinal. *

Como o teste genético pode ajudar no cuidado com a saúde intestinal

A realização de teste genético pode ser fundamental para auxiliar no tratamento do intestino inflamado, especialmente se esse quadro tem sido cada vez mais frequente e de difícil diagnóstico e tratamento. 

Isso porque o teste genético pode identificar predisposições a intolerâncias e alergias alimentares, como a doença celíaca, e doenças inflamatórias intestinais. Através de uma análise detalhada do DNA, ele traz informações relevantes que podem direcionar o diagnóstico e enriquecer o tratamento. 

Para fazer o teste genético é simples, basta solicitar seu kit no site, seguir as instruções de coleta e reenviá-lo para a análise laboratorial detalhada. Após, você receberá um relatório com todas as informações sobre seu material genético, assim como recomendações específicas feitas por uma equipe especializada.

Foto de Joana Mazzochi Aguiar

Conteúdo criado por especialista:

Joana Mazzochi Aguiar

Nutricionista

Este artigo foi escrito por Joana Mazzochi Aguiar, nutricionista (CRN 10 – 10934), formada pela Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI). É especialista em Atendimento Nutricional para Cirurgia Bariátrica e atualmente cursa pós-graduação em Saúde da Mulher e Estética pela VP – Centro de Nutrição Funcional, uma das instituições mais renomadas da área. Seu trabalho é guiado pelos princípios da nutrição funcional e do cuidado integral à saúde feminina.

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