Atualizado em 27 de Março de 2026

Criado por Joana Mazzochi - Nutricionista

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Dieta para intestino inflamado: o que comer e o que evitar

Dieta para intestino inflamado prioriza alimentos de fácil digestão, como arroz branco, carnes magras, legumes cozidos e frutas sem casca.

Esses alimentos ajudam a reduzir a irritação intestinal ao evitar excesso de gordura, fibras insolúveis e itens que sobrecarregam a digestão.

A inclusão de opções leves e preparações simples contribui para aliviar sintomas e favorecer a recuperação do intestino.

Alimentos bons para desinflamar o intestino

A inflamação intestinal pode ser causada por diversas condições, como infecções, alergias alimentares ou desequilíbrios na microbiota intestinal. Identificar as causas e os sintomas o mais rápido possível é muito importante para determinar o tratamento e a dieta mais adequada.

Existem alguns alimentos bons para intestino inflamado​ e que podem ser consumidos com maior tranquilidade durante o tratamento. É importante consultar um médico gastroenterologista e uma nutricionista para adequar a dieta a cada realidade.

  • Frutas sem casca: o consumo de frutas para intestino inflamado é muito importante para manter a saúde intestinal e o aporte de nutrientes, porém, elas devem sempre ser sem casca, pois é onde concentram-se as fibras insolúveis, que tornam a digestão mais difícil e podem aumentar a irritação e a dor;
  • Arroz branco, macarrão brancos e batata sem casca cozidos: são ótimas opções de carboidrato para almoço e jantar, já que não apresentam elevadas quantidades de fibras e serão facilmente digeridos e absorvidos;
  • Peito de frango cozido ou grelhado: a melhor opção de proteína em uma dieta para intestino inflamado, pois além de ser baixa em gordura, é de fácil digestão;
  • Legumes cozidos: cenoura, abobrinha e beterraba são bons exemplos de legumes cozidos que podem ser incluídos em uma dieta para intestino inflamado. É importante evitar o consumo de salada crua, pois aumenta o teor de fibras insolúveis e o risco de contaminação;
  • Psyllium: o psyllium é benéfico para a restauração da saúde intestinal em quantidade moderada, pois é um tipo de fibra solúvel de fácil digestão e ajuda a formar um gel, que pode aliviar a inflamação e melhorar a consistência das fezes, especialmente em casos de constipação;
  • Chá para o intestino inflamado: existem chás com propriedades anti inflamatórias e digestivas que podem ser incluídos em uma dieta para intestino inflamado a fim de auxiliar a aliviar os sintomas e melhorar a digestão, como: chá de camomila, chá de espinheira santa e chá de boldo.

O que evitar na dieta para intestino inflamado

Durante o tratamento para o intestino inflamado, a dieta torna-se um pouco mais restrita, pois a lista de alimentos que podem prejudicar o quadro e contribuir para o aumento da inflamação, é grande. 

Confira quais os potenciais alimentos que inflamam o intestino, pioram a digestão​​ e prejudicam a recuperação:

  • Açúcar: devido ao seu caráter pró-inflamatório, alimentos ricos em açúcar devem ser evitados durante uma dieta para intestino inflamado, como bolachas, chocolate e produtos de padaria;
  • Irritantes da mucosa gástrica: alimentos com cafeína e condimentados, como café, chá verde, chocolate e pimenta, devem ser eliminados até o tratamento finalizar, pois prejudicam a recuperação da parede do intestino e aumentam o nível de inflamação local;
  • Fibras insolúveis: presentes nas cascas das frutas e em grãos integrais, é recomendado evitar fibras insolúveis durante uma crise de inflamação intestinal, pois elas podem aumentar a irritação e a dor;
  • Lactose: mesmo que não seja intolerante a lactose, é ideal evitar o consumo de leites e derivados durante uma crise de intestino inflamado, pois a enzima lactase, que digere a lactose, é produzida na parede do intestino e sua atividade pode ser comprometida devido à inflamação;
  • Altos em FODMAP: alimentos com alto teor de FODMAP, como glúten, lactose, algumas frutas e verduras, podem piorar o quadro inflamatório e aumentar sintomas como dor, inchaço abdominal e alterações no trânsito intestinal, por isso seu consumo deve ser limitado durante esse período.

É importante investigar como cada organismo se comporta diante dos alimentos citados. Por exemplo, uma pessoa com intolerância à lactose, inflama o intestino cada vez que consome lácteos, assim ela precisará evitar o consumo sempre, não apenas durante o tratamento.

Também é fundamental procurar auxílio médico, pois dependendo da causa e sintomas, será necessário entrar com outras intervenções, como uso de medicamentos e aplicação de soroterapia. Quem poderá dizer qual a melhor dieta e qual o melhor anti-inflamatório para intestino inflamado​, é um profissional da saúde.

Cardápio e receitas para aliviar a inflamação intestinal

A seguir, acompanhe a elaboração de um cardápio para intestino inflamado feito com base em refeições leves e nutritivas, para te ajudar a aliviar os sintomas e manter o aporte ideal de nutrientes em dia, sem comprometer o tratamento.

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Café da manhã Suco para intestino inflamado: 3 rodelas de abacaxi sem casca, hortelã e uma colher de chá de psyllium. Consumir com uma fatia de pão branco sem casca com banana amassada e canela.
Almoço Arroz branco, peito de frango grelhado e legumes cozidos no vapor.
Lanche da tarde Panqueca de banana com ovos e canela.
Jantar Sopa para intestino inflamado: abóbora moranga e batata inglesa sem casca, chuchu sem casca para dar cremosidade, temperada com cúrcuma, orégano e gengibre em pó. Acrescentar peito de frango cozido desfiado.
Ceia Chá de camomila

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Suplementos ajudam na recuperação do intestino

Além da adoção de uma dieta adequada, incluir suplementos específicos para o intestino inflamado pode ser uma ótima estratégia para fortalecer as paredes intestinais e melhorar a saúde digestiva. No entanto, é essencial consultar um profissional de saúde antes de introduzir qualquer suplemento, garantindo que ele seja adequado ao seu quadro. Alguns exemplos:

Suplementos probióticos

Estudos indicam que a suplementação com probióticos em pacientes com doença inflamatória intestinal pode reduzir os níveis de citocinas inflamatórias, melhorar a composição da microbiota intestinal e diminuir as taxas de recaída.

Apesar dos resultados promissores, muitos estudos ainda contam com amostras pequenas e curto período de acompanhamento, o que reforça a necessidade de pesquisas mais amplas e de longo prazo para confirmar esses benefícios.

É importante reforçar que o uso de probióticos deve ser inserido em etapas específicas do tratamento e sempre com orientação profissional, para garantir a escolha adequada das cepas, o momento certo da introdução e a segurança no uso.

Suplementos prebióticos

Conforme o progresso do tratamento, pode ser interessante incluir fibras solúveis, como o psyllium. Esse suplemento auxilia na formação do bolo fecal e contribui para a manutenção da integridade intestinal e imunológica, aspectos que, muitas vezes, ficam comprometidos em um intestino inflamado. *_*

Suplementos anti-inflamatórios

Outra estratégia útil é fazer uso de suplementos com propriedades anti-inflamatórias, como resveratrol, cúrcuma e ômega 3. Esses compostos têm ação antioxidante e ajudam a amenizar os sinais de inflamação intestinal.

O ômega 3, além disso, pode melhorar a microbiota intestinal, favorecendo o aumento das bactérias benéficas e contribuindo para o equilíbrio da flora intestinal. *

Como o teste genético pode ajudar no cuidado com a saúde intestinal

A realização de teste genético pode ser fundamental para auxiliar no tratamento do intestino inflamado, especialmente se esse quadro tem sido cada vez mais frequente e de difícil diagnóstico e tratamento. 

Isso porque o teste genético pode identificar predisposições a intolerâncias e alergias alimentares, como a doença celíaca, e doenças inflamatórias intestinais. Através de uma análise detalhada do DNA, ele traz informações relevantes que podem direcionar o diagnóstico e enriquecer o tratamento. 

Para fazer o teste genético é simples, basta solicitar seu kit no site, seguir as instruções de coleta e reenviá-lo para a análise laboratorial detalhada. Após, você receberá um relatório com todas as informações sobre seu material genético, assim como recomendações específicas feitas por uma equipe especializada.

Este conteúdo possui caráter informativo e é baseado em literatura científica. O uso de suplementos alimentares deve ser avaliado por profissional de saúde, especialmente em casos de gestantes, lactantes, pessoas com condições clínicas ou em uso de medicamentos. A rotulagem dos produtos segue as diretrizes regulatórias da Anvisa.

Foto de Joana Mazzochi Aguiar

Conteúdo criado por especialista:

Joana Mazzochi Aguiar

Nutricionista

Este artigo foi escrito por Joana Mazzochi Aguiar, nutricionista (CRN 10 – 10934), formada pela Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI). É especialista em Atendimento Nutricional para Cirurgia Bariátrica e atualmente cursa pós-graduação em Saúde da Mulher e Estética pela VP – Centro de Nutrição Funcional, uma das instituições mais renomadas da área. Seu trabalho é guiado pelos princípios da nutrição funcional e do cuidado integral à saúde feminina.

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