Atualizado em 28 de Maio de 2026

Criado por Suelen Santos da Costa - Nutricionista

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37 alimentos ricos em magnésio e quando suplementar

alimentos ricos em magnésio

Alimentos ricos em magnésio incluem sementes de abóbora, linhaça, gergelim, castanha-de-caju, amêndoas, amendoim, aveia, espinafre, feijão, grão-de-bico, abacate, banana e chocolate amargo.

Esses alimentos ajudam a aumentar a ingestão de magnésio, um mineral essencial para o funcionamento dos músculos, sistema nervoso, dos ossos e do metabolismo energético.

O magnésio também participa da produção de proteínas, da contração muscular e do equilíbrio neuromuscular, funções importantes para o bem-estar e a saúde geral.

Veja a seguir, a tabela com os principais alimentos ricos em magnésio, seus benefícios e formas simples de incluí-los na alimentação.

37 alimentos ricos em magnésio e como consumir

Confira a seguir a lista com 37 alimentos ricos em magnésio, com a quantidade, aproximada, a cada 100 g de alimento:

Alimento Quantidade de magnésio em 100 g Como incluir na alimentação
1. Semente de abóbora 550 mg Usar em saladas, sopas, bowls, iogurtes ou como snack.
2. Farelo de trigo 490 mg Misturar em frutas, vitaminas, iogurtes, mingaus ou massas caseiras.
3. Gergelim 360 mg Usar em saladas, tahine, pães ou finalização de pratos.
4. Linhaça 346 mg Adicionar em frutas, aveia, panquecas, pães ou smoothies.
5. Semente de chia 335 mg Colocar em vitaminas, overnight oats, mingaus, frutas ou iogurtes.
6. Castanha-do-pará 376 mg Consumir em pequenas porções nos lanches ou junto de frutas.
7. Castanha-de-caju 292 mg Comer como lanche ou usar em pastas, molhos vegetais e receitas doces.
8. Amêndoa 270 mg Adicionar em frutas, iogurtes, saladas, granolas ou consumir como snack.
9. Amaranto 248 mg Usar em mingaus, vitaminas, granolas, panquecas ou como acompanhamento.
10. Aveia em flocos 177 mg Preparar mingau, overnight oats, panquecas, vitaminas ou frutas com aveia.
11. Amendoim 170 mg Consumir torrado, em pasta de amendoim, em saladas ou com frutas.
12. Nozes 158 mg Usar em saladas, mingaus, bolos, granolas ou lanches rápidos.
13. Pistache 109 mg Consumir como lanche ou adicionar em saladas, iogurtes e receitas doces.
14. Avelã 173 mg Usar em granolas, pastas, sobremesas ou junto com frutas.
15. Chocolate amargo 146 mg Consumir em pequenas porções, preferindo versões com maior teor de cacau.
16. Cacau em pó 351 mg Adicionar em vitaminas, mingaus, panquecas, iogurtes ou receitas com banana.
17. Quinoa crua 197 mg Usar cozida em saladas, bowls, sopas ou no lugar do arroz.
18. Quinoa cozida 64 mg Incluir como acompanhamento no almoço ou jantar.
19. Arroz integral cozido 39 mg Substituir parte do arroz branco nas refeições principais.
20. Feijão preto cozido 70 mg Incluir no almoço, jantar, sopas, caldos ou bowls.
21. Feijão carioca cozido 42 mg Consumir com arroz, em caldos, sopas ou preparações do dia a dia.
22. Grão-de-bico cozido 48 mg Usar em saladas, homus, ensopados, hambúrguer vegetal ou bowls.
23. Lentilha cozida 36 mg Preparar em sopas, saladas, arroz com lentilha ou ensopados.
24. Ervilha cozida 33 mg Usar em sopas, cremes, arroz, saladas ou refogados.
25. Tofu 60 mg Usar grelhado, mexido, em bowls, saladas, refogados ou molhos.
26. Espinafre cru 79 mg Adicionar em saladas, vitaminas verdes, omeletes ou sanduíches.
27. Acelga cozida 86 mg Consumir refogada, em sopas, saladas mornas ou acompanhamentos.
28. Couve crua 57 mg Usar em saladas, sucos verdes, wraps ou finalização de pratos.
29. Brócolis cozido 21 mg Consumir no vapor, refogado, em saladas ou como acompanhamento.
30. Abacate 29 mg Usar em vitaminas, guacamole, saladas ou com cacau e banana.
31. Banana 27 mg Consumir com aveia, cacau, pasta de amendoim, chia ou linhaça.
32. Figo seco 68 mg Combinar com castanhas, iogurtes, saladas ou lanches rápidos.
33. Uva passa 32 mg Adicionar em aveia, arroz, saladas, granolas ou lanches.
34. Salmão cozido 37 mg Consumir grelhado, assado ou com legumes e grãos integrais.
35. Sardinha 39 mg Usar em refeições principais, saladas, patês ou sanduíches.
36. Iogurte natural 11 mg Combinar com aveia, chia, linhaça, frutas e castanhas.
37. Leite 10 mg Usar em vitaminas, mingaus, cafés da manhã ou preparações culinárias.

Quanto consumir de magnésio?

Veja abaixo a recomendação de ingestão diária do nutriente de acordo com a idade e estágio da vida:

  • crianças de 0 a 6 meses: 30 mg/dia;
  • crianças de 7 a 12 meses: 75 mg/dia;
  • crianças de 1 a 3 anos: 80 mg/dia;
  • crianças de 4 a 8 anos: 130 mg/dia;
  • adolescentes de 9 a 13 anos: 240 mg/dia;
  • meninas de 14 a 18 anos: 360 mg/dia;
  • meninos de 14 a 18 anos: 410 mg/dia;
  • mulheres de 19 a 30 anos: 310 mg/dia;
  • homens de 19 a 30 anos: 400 mg/dia;
  • mulheres de 30 a +51 anos: 320 mg/dia;
  • homens de 30 a +51 anos: 420 mg/dia
  • gestantes: 350-400 mg/dia;
  • lactantes: 310-360 mg/dia.

Além disso, praticantes de atividades físicas intensas tendem a ter uma maior perda do mineral por meio do suor. Portanto, podem necessitar de um maior consumo de alimentos ricos em magnésio. Recomenda-se então, para esse público, a ingestão diária de 6 a 10 mg de magnésio por kg de peso.

Benefícios do magnésio

O magnésio é um mineral que participa de processos importantes como produção de energia, contração muscular, transmissão de impulsos nervosos, formação dos ossos e equilíbrio neuromuscular.

Por isso, incluir alimentos ricos em magnésio na rotina pode contribuir para uma alimentação mais equilibrada e para a manutenção da saúde geral.

Além das funções básicas no organismo, o magnésio também é estudado por sua relação com saúde cardiovascular, metabolismo da glicose, enxaqueca, funcionamento intesntinal e qualidade do sono.

1. Contribui para a função muscular

O magnésio participa da contração e do relaxamento dos músculos, sendo importante para o equilíbrio neuromuscular.

Uma ingestão adequada desse mineral ajuda o organismo a manter o funcionamento muscular normal, especialmente quando associada a uma alimentação equilibrada, hidratação adequada e consumo suficiente de outros eletrólitos.

2. Participa do funcionamento do sistema nervoso

O magnésio também está envolvido na transmissão de impulsos nervosos, processo essencial para a comunicação entre cérebro, nervos e músculos.

Por esse motivo, ele é frequentemente associado ao relaxamento, ao equilíbrio neuromuscular e ao bem-estar geral, embora sintomas como estresse, ansiedade ou alterações no sono possam ter várias causas.

3. Metabolismo energético

Esse mineral participa de reações relacionadas à produção e ao uso de energia pelas células.

Na prática, alimentos ricos em magnésio podem fazer parte de uma alimentação voltada à disposição e ao bom funcionamento metabólico, especialmente quando combinados com boas fontes de proteínas, carboidratos, alimentos com gorduras boas, vitaminas e outros minerais.

4. Saúde óssea

Parte do magnésio presente no corpo está nos ossos. Ele atua junto com outros nutrientes importantes, como cálcio e vitamina D, contribuindo para a manutenção da estrutura óssea.

Por isso, manter uma boa ingestão de magnésio ao longo da vida é uma das estratégias alimentares que ajudam a cuidar da saúde dos ossos.

5. Saúde cardiovascular

O magnésio é estudado por sua relação com funções importantes para a saúde cardiovascular, como equilíbrio da pressão arterial, contração muscular e função endotelial.

Ainda assim, esse efeito depende de vários fatores, como alimentação, estilo de vida, histórico de saúde e uso ou não de suplementação.

6. Metabolismo da glicose

O magnésio também tem relação com a sensibilidade à insulina e o metabolismo da glicose.

Alguns estudos com suplementação de magnésio investigam possíveis benefícios em pessoas com diabetes tipo 2 ou resistência à insulina. No entanto, nesses casos, o uso de suplementos deve ser feito apenas com orientação profissional.

Na alimentação, incluir fontes de magnésio, como sementes, castanhas, leguminosas, aveia e vegetais verde-escuros, pode contribuir para um padrão alimentar mais equilibrado.

7. Prevenção da enxaqueca

O magnésio é estudado por seu papel em mecanismos neurológicos e vasculares envolvidos na enxaqueca.

Apesar disso, a enxaqueca pode ter diferentes causas e gatilhos, como sono irregular, estresse, alimentação, alterações hormonais e predisposição individual.

8. Funcionamento intestinal

Algumas formas de magnésio podem contribuir para o funcionamento intestinal, principalmente por ajudarem a atrair água para o intestino.

Esse efeito, porém, está mais relacionado a determinados suplementos de magnésio do que aos alimentos ricos nesse mineral. Mesmo assim, muitos alimentos fontes de magnésio, como aveia, sementes, leguminosas e vegetais, também fornecem fibras, que são importantes para a saúde intestinal.

9. Qualidade do sono

Alguns estudos investigam a suplementação de magnésio na qualidade do sono, especialmente em públicos específicos. Porém, dormir melhor também depende de fatores como rotina, exposição à luz, consumo de cafeína, estresse, atividade física e saúde geral.

Acrises, pra.

Por isso, alimentos ricos em magnésio podem fazer parte de uma alimentação favorável ao bem-estar, mas não devem ser tratados como solução isolada para insônia ou dificuldades persistentes para dormir.

Deficiência de magnésio: quais sinais observar?

A deficiência de magnésio pode acontecer quando a ingestão do mineral é baixa, quando há maior necessidade pelo organismo ou quando existem condições que prejudicam sua absorção.

Em muitos casos, os sinais podem ser parecidos com de outros desequilíbrios nutricionais. Por isso, a avaliação profissional é importante antes de concluir que os sintomas estão relacionados à falta de magnésio.

Entre os possíveis sinais associados à baixa ingestão ou falta de magnésio, estão:

  • câimbras e contrações musculares;
  • fraqueza ou cansaço frequente;
  • formigamento ou dormência;
  • irritabilidade e alterações no humor;
  • dificuldade para relaxar;
  • alterações no sono;
  • palpitações ou alterações no ritmo cardíaco em casos mais importantes;
  • piora do controle glicêmico em pessoas predispostas;
  • maior sensibilidade a dores de cabeça ou enxaqueca em alguns casos.

Quando tomar suplemento de magnésio?

O suplemento de magnésio pode ser indicado quando a alimentação não é suficiente para atingir as necessidades diárias do mineral ou quando há deficiência identificada por avaliação profissional.

Ele também pode ser considerado em situações de maior demanda nutricional, como fases específicas da vida, rotina intensa de treinos, baixa ingestão de alimentos fontes de magnésio ou condições que dificultam a absorção adequada do nutriente.

Além disso, a suplementação pode ser avaliada em casos de sintomas associados à baixa ingestão de magnésio, como câimbras frequentes, fraqueza muscular, cansaço, alterações no sono ou dificuldade de relaxamento. No entanto, esses sinais não confirmam deficiência por si só.

Existem diferentes tipos de suplemento de magnésio, como citrato, glicinato, cloreto, óxido, hidróxido e magnésio quelado. A escolha da melhor forma depende do objetivo de uso, da tolerância individual e da orientação de um médico ou nutricionista.

Por isso, antes de iniciar a suplementação, o ideal é avaliar a alimentação, os sintomas, os exames e as necessidades individuais com um profissional de saúde. Assim, é possível entender se o suplemento é realmente necessário e qual opção faz mais sentido para cada caso.

Riscos do consumo em excesso

O excesso de magnésio é mais comum pelo uso de suplementos ou medicamentos, não pelo consumo de alimentos ricos nesse mineral.

Em doses elevadas, pode causar diarreia, náuseas, cólicas, fraqueza muscular e queda da pressão arterial. Algumas formas de magnésio, como citrato, óxido, hidróxido e cloreto, também podem ter efeito laxativo.

Por isso, suplementos de magnésio devem ser usados com orientação profissional, especialmente em caso de diarreia, problemas renais, gestação ou uso contínuo de medicamentos.

Referências

Aproveite e veja também

Este conteúdo possui caráter informativo e é baseado em literatura científica. O uso de suplementos alimentares deve ser avaliado por profissional de saúde, especialmente em casos de gestantes, lactantes, pessoas com condições clínicas ou em uso de medicamentos. A rotulagem dos produtos segue as diretrizes regulatórias da Anvisa.

Foto de Suelen Santos da Costa

Conteúdo criado por especialista:

Suelen Santos da Costa

Nutricionista

Este artigo foi escrito por Suelen Costa dos Santos, nutricionista (CRN 10 – 7816), formada pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Possui pós-graduação em Nutrição Clínica Funcional pela VP – Centro de Nutrição Funcional, uma das instituições mais renomadas da área. Seu trabalho é guiado pelos princípios da nutrição funcional, com foco na promoção da saúde e na individualidade bioquímica.

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