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Disfunção sexual: o que é, sintomas e tratamento

A disfunção sexual é uma condição que afeta significativamente a qualidade de vida e o bem-estar emocional de muitas pessoas, independentemente de idade ou sexo. Caracterizada por uma variedade de desafios que interferem na resposta sexual normal, essa condição pode manifestar-se de diversas formas, desde dificuldades de ereção e orgasmo até a diminuição do desejo sexual. 

Compreender as causas, sintomas e, principalmente, as opções de tratamento disponíveis é fundamental para abordar eficazmente esse aspecto sensível da saúde. Neste contexto, exploraremos os diversos aspectos relacionados à disfunção sexual.

O que é disfunção sexual?

A disfunção sexual abrange uma variedade de situações em que a realização de uma relação sexual se torna difícil ou insatisfatória, impactando o bem-estar individual e do parceiro. Essa condição pode manifestar-se através de alterações no desejo sexual, na excitação, na capacidade de atingir o orgasmo ou, ainda, envolver aspectos dolorosos. Esses desafios podem causar desconforto e interferir em diferentes aspectos da vida pessoal, familiar e profissional.

A prevalência global da disfunção sexual varia entre 25% e 63%. As causas são diversas e incluem fatores físicos e psicológicos, muitas vezes criando um ciclo complexo entre ambos. Em homens, distúrbios da ejaculação, como ejaculação precoce e anejaculação, são comuns, mas a disfunção erétil e a diminuição da libido também afetam o sexo masculino de meia-idade e mais velhos.

Compreender os diferentes tipos e sintomas da disfunção sexual é crucial para buscar abordagens eficazes e promover a saúde sexual e emocional:

  • primária: também denominada "ao longo da vida", refere-se a pacientes que apresentam a disfunção desde sempre;
  • secundária: designada como "disfunção adquirida", caracteriza aqueles cujas dificuldades surgiram após um período de função sexual satisfatória;
  • generalizada: aplica-se a casos em que o problema ocorre em todas as relações sexuais do paciente;
  • situacional: manifesta-se em situações específicas, com determinada parceria ou após estímulos particulares.

Causas da disfunção sexual

A disfunção sexual pode originar-se de diversas causas, abrangendo desde condições físicas, como diabetes, doenças cardiovasculares, e alterações hormonais, até fatores psicológicos, como estresse, ansiedade e depressão. 

O estilo de vida também desempenha um papel significativo, com o abuso de álcool, tabaco, drogas e o uso de certos medicamentos, como antidepressivos e anti-hipertensivos, podendo contribuir para o problema.

Durante a gravidez, é comum surgirem disfunções sexuais, manifestando-se como diminuição do desejo ou desconforto durante as relações. Para as mulheres, fases como pré-menstrual, pós-parto e menopausa podem também trazer alterações significativas relacionadas à sexualidade.

Sintomas da disfunção sexual

Os sintomas da disfunção sexual variam entre homens e mulheres, destacando-se nas distintas manifestações. Nos homens, as dificuldades na obtenção ou manutenção da ereção e alterações na ejaculação, como ausência, retardo ou prematuridade, são comuns. 

Já nas mulheres, observa-se predominantemente a diminuição do desejo sexual, a incapacidade de atingir o orgasmo, a lubrificação vaginal insuficiente e dificuldades no relaxamento muscular, dificultando ou impedindo a penetração.

De forma geral, os sintomas podem ser agrupados em quatro categorias principais:

  • aqueles que afetam o desejo sexual;
  • interferências com a estimulação sexual;
  • disfunção erétil;
  • alterações do orgasmo

Quadros dolorosos, especialmente nas mulheres, podem surgir, muitas vezes relacionados à escassez de lubrificação vaginal ou à contração involuntária dos músculos. A complexidade da sintomatologia reflete a interação de fatores físicos e psicológicos, tornando essencial a compreensão e abordagem adequada para promover a saúde sexual e o bem-estar emocional.

Disfunção sexual masculina vs. feminina

As disfunções sexuais podem se manifestar de maneiras distintas entre homens e mulheres, cada gênero enfrentando desafios específicos.

Nas mulheres, destacam-se dois principais transtornos:

1. Transtorno do interesse/excitação sexual feminino

  • ausência ou redução do interesse pela atividade sexual;
  • ausência ou redução de pensamentos ou fantasias sexuais/eróticas;
  • falta de iniciativa sexual e ausência de receptividade às investidas do parceiro;
  • ausência ou redução de excitação/prazer sexual durante a atividade;
  • falta de interesse/excitação sexual em resposta a estímulos sexuais internos ou externos;
  • ausência ou redução de sensações genitais ou não genitais durante a atividade sexual.

2. Transtorno do orgasmo feminino

  • retardo, infrequência ou ausência de orgasmo em pelo menos 75% das relações sexuais por mais de seis meses;
  • sofrimento clinicamente significativo associado.

Para os homens, os principais transtornos incluem:

1. Ejaculação Retardada

  • retardo, baixa frequência ou ausência de ejaculação em pelo menos 75% das relações sexuais por mais de seis meses;
  • pode afetar a autoestima e atração do parceiro.

2. Transtorno erétil

  • dificuldade acentuada em obter ereção durante ou até o final da atividade sexual;
  • diminuição relevante na rigidez erétil em pelo menos 75% das relações sexuais por mais de seis meses;
  • impacto emocional significativo, incluindo baixa autoestima e medo de futuros encontros sexuais.

3. Ejaculação prematura (precoce)

  • ejaculação que ocorre dentro de aproximadamente um minuto após a penetração vaginal;
  • pode causar ansiedade e apreensão.

4. Transtorno do desejo sexual masculino hipoativo

  • deficiência persistente ou recorrente em pensamentos ou fantasias sexuais/eróticas e desejo sexual por mais de seis meses;
  • avaliado levando em conta fatores como idade e contextos socioculturais.

Ambos os gêneros podem compartilhar transtornos como:

  • transtorno da dor gênito-pélvica/penetração:
  • dificuldades relacionadas à penetração vaginal e dor intensa.
  • medo ou ansiedade intensa de dor vulvovaginal.
  • tensão muscular durante tentativas de penetração.
  • disfunção sexual induzida por substância/medicamento:
  • perturbação clinicamente significativa na função sexual associada ao uso de substâncias ou medicamentos.
  • desenvolvimento dos sintomas durante ou após a exposição.

Como é feito o diagnóstico?

A complexidade do diagnóstico aumenta quando os indivíduos afetados não reconhecem a existência do problema. Uma avaliação completa da história sexual, da saúde geral e de outros problemas sexuais desempenha um papel crucial. A análise da presença de ansiedade, sentimentos de culpa ou estresse é uma parte essencial de uma abordagem adequada à disfunção sexual.

Excluir a presença de uma condição médica que possa ser a causa é essencial. Em alguns casos, o diagnóstico exige a abordagem conjunta dos dois membros do casal para compreender sua dinâmica e padrões de relacionamento.

Tratamento

O êxito do tratamento está diretamente ligado à identificação da causa subjacente. Modificações no estilo de vida desempenham um papel crucial. O consumo excessivo de álcool, tabaco e drogas frequentemente contribui para a disfunção sexual e, seu controle, por si só, pode resolver o problema.

Para a disfunção erétil, uma variedade de medicamentos, sempre prescritos por um médico, estão disponíveis. Dependendo da origem da alteração da função sexual, medicamentos de natureza hormonal ou outros podem ser indicados.

Em certos casos de disfunção erétil, pode ser recomendado auxílio mecânico, como implantes penianos ou sistemas de vácuo. No caso das mulheres, dilatadores podem ser úteis para casos de estreitamento do canal vaginal.

A terapia sexual, suporte psicológico, abordagens comportamentais e psicoterapia representam outras opções. Ainda, existem opções de suplementos. A raiz da maca peruana, por exemplo, é reconhecida por oferecer uma variedade de benefícios à saúde, abrangendo tanto a libido feminina quanto masculina.

Conteúdo escrito pela nutricionista Suelen Santos da Costa, CRN10 7816. Suelen é graduada pela Universidade Federal de Pelotas e possui Pós-Graduação em Nutrição Clínica Funcional pela VP Centro de Nutrição Funcional.

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