Atualizado em 11 de Abril de 2025
Criado por Joana Mazzochi - Nutricionista

Plaquetas baixas: o que significa, sintomas e como aumentar

A trombocitopenia, ou plaquetas baixas, ocorre quando há uma redução significativa na quantidade desse componente das células no sangue. Essa queda pode ser provocada por diferentes fatores, incluindo infecções virais (como dengue e chikungunya), anemia e até leucemia.
Saiba mais sobre plaquetas baixas: o que significa, quais são os riscos, sintomas e opções de tratamento.
O que são plaquetas baixas e o que isso significa?
As plaquetas são partes constituintes do sangue, derivadas da medula óssea e responsáveis pelo processo de coagulação sanguínea. Através da contagem de plaquetas é possível detectar a presença de plaquetas baixas no hemograma.
E qual o perigo de plaquetas baixas? Em menor quantidade, as plaquetas não conseguem coagular o sangue e interromper seu extravasamento para fora dos vasos, especialmente de um ferimento profundo ou um procedimento cirúrgico. Isso pode resultar em perda excessiva de sangue e maior risco de infecções, trazendo sérias consequências para a saúde.
Os valores ideais de plaquetas ficam em torno de 150.000 a 450.000. Abaixo de 1500 é considerado plaquetas baixas, o que fazer com esse resultado é o que veremos a seguir.
Quais são os principais sintomas das plaquetas baixas?
Os principais sintomas de plaquetas baixas incluem:
- hematomas sem motivo aparente (petéquias ou equimoses);
- sangramentos frequentes, como nas gengivas e nariz (devido a dificuldade de coagulação do sangue);
- sangue nas fezes e/ou urina;
- aumento na intensidade da menstruação;
- fadiga excessiva.
Uma vez que foram identificados os sintomas e diagnosticada a trombocitopenia, é necessário compreender o que faz baixar as plaquetas, ou seja, qual a causa primária da redução das plaquetas, para que seja possível atuar na raiz do problema. Leia abaixo quais as possibilidades.
O que pode causar a redução das plaquetas?
Existem diferentes possibilidades do que causa plaquetas baixas. Identificar a origem do problema em cada caso é essencial para um tratamento adequado e a reversão do quadro.
Plaquetas baixas, o que pode ser:
- anemia: plaquetas baixas por deficiência de B9 e B12, dois nutrientes essenciais na produção de células sanguíneas, cuja falta é uma causa muito comum na redução plaquetária;
- infecções virais: como dengue, zika, hepatite C, HIV e chikungunya podem baixar as plaquetas devido ao comprometimento da sua produção na medula óssea e também ao acelerar a sua destruição, aumentando o risco de sangramentos;
- doenças autoimunes: como púrpura trombocitopênica idiopática (PTI) e lúpus, são doenças cujo próprio sistema imunológico ataca o organismo, podendo causar redução severa das plaquetas;
- leucemia: um tipo de câncer que afeta a medula óssea, onde as células do sangue são produzidas, tais quais as plaquetas, que podem sofrer redução, assim como os glóbulos vermelhos e glóbulos brancos;
- gradivez: algumas gestantes podem desenvolver plaquetas baixas na gravidez devido ao aumento do volume sanguíneo nessa fase de vida, no entanto, é uma condição geralmente leve e sem sintomas;
- efeitos colaterais de medicamentos: alguns medicamentos podem causar trombocitopenia, como: antibióticos, anticonvulsivantes, anti-inflamatórios e quimioterápicos.
Esses são os principais motivos pelos quais ocorre uma redução significativa na quantidade de plaquetas no sangue. Ao diagnosticar esse quadro em um paciente, será necessário introduzir formas de tratamento e métodos de como aumentar plaquetas baixas o quanto antes, para evitar complicações.
Como aumentar as plaquetas naturalmente?
Existem algumas maneiras de estimular o aumento das plaquetas de forma natural, especialmente quando a causa da trombocitopenia está relacionada à anemia ou a um quadro leve. No entanto, é essencial buscar orientação médica para avaliar se essas mudanças serão suficientes ou se será necessário um tratamento mais intensivo.
Uma das principais estratégias para elevar as plaquetas é a suplementação de vitamina B9 (ácido fólico) e vitamina B12, quando a queda for decorrente de anemia por deficiência dessas vitaminas do complexo B.
Nesses casos, recomenda-se iniciar a suplementação até que os níveis se normalizem. Depois disso, a ingestão adequada pode ser mantida por meio da alimentação, incluindo fontes como carnes, ovos, peixes, leguminosas e vegetais verde-escuros. Além disso, é importante monitorar os exames regularmente para evitar novas quedas e, se necessário, realizar reposições periódicas conforme orientação médica.
Alguns hábitos também podem contribuir para a recuperação das plaquetas: evitar bebidas alcoólicas, pois comprometem a produção plaquetária; beber bastante água, essencial para a circulação sanguínea e o bom funcionamento da medula óssea.
Caso as plaquetas estejam muito baixas ou surjam sintomas preocupantes, é fundamental procurar um médico para investigação e tratamento adequado. Em situações mais graves, como infecções, doenças autoimunes ou leucemia, a intervenção médica se torna indispensável.
Quando as plaquetas baixas são preocupantes?
A quantidade normal das plaquetas fica entre 150.000 e 450.000, qualquer valor menor que este é considerado baixo. Entretanto, valores de 50.000 até 20.000 constituem um quadro de emergência médica, podendo trazer um risco importante para a saúde.
Referências
- Vinholt PJ. The role of platelets in bleeding in patients with thrombocytopenia and hematological disease. Clin Chem Lab Med. 2019 Nov 26;57(12):1808-1817
- Li S, Lu Z, Wu S, Chu T, Li B, Qi F, Zhao Y, Nie G. The dynamic role of platelets in cancer progression and their therapeutic implications. Nat Rev Cancer. 2024 Jan;24(1):72-87
- Chong BH, Ho SJ. Autoimmune thrombocytopenia. J Thromb Haemost. 2005 Aug;3(8):1763-72