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Nutrigenética: o que é, para que serve e como fazer o teste

Em 2003, o Projeto Genoma Humano completou o sequenciamento do genoma humano, um grande feito para a história da humanidade! Desde então, os estudos de nutrigenética, nutrigenômica e de epigenética vêm crescendo e revolucionando o conhecimento atual ao demonstrar a importância da relação dos nossos genes com a alimentação.

Como consequência dessas descobertas, temos uma nova abordagem na área da saúde que é a genômica personalizada. Nessa abordagem é possível utilizar técnicas de altíssima eficiência para estudar as variações genéticas individuais e, dessa forma, obter mapas de predisposições genéticas de uma pessoa.

Todos nós somos diferentes e carregamos uma genética herdada que determina a forma como aproveitamos os nutrientes e como a composição das dietas pode influenciar as respostas do nosso organismo. Além disso, por meio do conhecimento dos genes podemos conhecer os fatores de risco para algumas doenças e, assim, interferir para reduzir esse risco ou pelo menos para retardar o aparecimento da doença por meio de mudanças em nossa alimentação.

O que é nutrigenética

A Nutrigenética nos oferece um olhar inovador sobre a relação entre nossa dieta e nossos genes. Acredita-se que o termo nutrigenética, do ponto de vista histórico, esteja relacionado ao provérbio “Ut quod ali cibus est aliis acre venenum” (“o que é alimento para um é para outros veneno amargo”), do poeta e filósofo romano Tito Lucrécio Caro (99 a.C. – 55 a.C.).

A nutrigenética tem como foco o estudo dos efeitos de variações no DNA existente entre os indivíduos sobre as necessidades nutricionais (ingestão calórica, ingestão de micro e macronutrientes, ingestão de compostos bioativos dos alimentos), o estado de saúde e o risco de desenvolvimento de doenças.

Com base no conhecimento de que o genoma de cada ser humano é único (com exceção de gêmeos monozigóticos), os estudos de nutrigenética têm como principal objetivo a identificação de variações em genes que tenham alguma relação com as respostas aos diferentes padrões de alimentação. Desta forma, estas análises podem ser utilizadas na elaboração de planos alimentares e modificações de estilo de vida individualizadas, com informações específicas de acordo com o perfil genético.

Na nutrigenética, o estudo de pequenas variações na sequência de nucleotídeos do DNA pode interferir positiva ou negativamente em vias metabólicas, determinando de que maneira os indivíduos responderão à ingestão de diferentes nutrientes (vitaminas, minerais, gorduras, carboidratos, compostos bioativos como curcumina, quercetina, resveratrol etc) e a diferentes padrões de alimentação (low carb, high fat, cetogênica, mediterrânea etc).

Diferença entre nutrigenômica e nutrigenética

A genômica nutricional é a ciência que inclui tanto a nutrigenômica quanto a nutrigenética. A nutrigenômica estuda como nutrientes e compostos bioativos de alimentos modulam o padrão de expressão gênica, enquanto a nutrigenética estuda os efeitos das variações genéticas em relação aos diferentes padrões alimentares.

Para que serve e quais os benefícios da nutrigenética

Estas ciências promovem uma maior compreensão sobre como a nutrição influencia nas vias metabólicas.

Nesse contexto, os estudos da nutrigenômica têm por objetivo investigar os efeitos dos nutrientes e dos compostos bioativos sobre a expressão dos genes e suas consequências nas relações entre saúde e doenças. Estes estudos ampliam o conhecimento de como a alimentação exerce influência em diferentes vias metabólicas e no controle da homeostase e como ela pode ser utilizada na redução do risco do desenvolvimento das DCNT.

A Nutrigenômica e a Nutrigenética são áreas que caminham juntas para o desenvolvimento de uma dieta personalizada focada na melhoria da qualidade de vida e na prevenção de doenças crônicas. Uma dieta que não leva em conta as características genéticas do indivíduo, suas necessidades nutricionais, sua saciedade e capacidade de detoxificação podem gerar insatisfação do paciente no resultado obtido.

Prevenção e manejo de doenças crônicas

A Nutrigenética e a Nutrigenômica podem auxiliar na prevenção e tratamento de doenças crônicas não transmissíveis (obesidade, hipertensão, diabetes do tipo 2, doença cardiovascular), pois ao compreender quais são suas necessidades e riscos é possível elaborar um planejamento a longo prazo otimizando seu estilo de vida e sua alimentação.

Assim, postergando ou até mesmo evitando o surgimento destas doenças que se desenvolveriam futuramente devido a uma dieta desbalanceada, pelo sedentarismo, stress, ou pelo conjunto de ambos os fatores.

Portanto a Nutrigenética é uma área altamente versátil que visa a construção de longevidade com qualidade de vida, trazendo diversos benefícios atrelados com a perda de peso e a prevenção de doenças. 

Controle de peso

O interesse na investigação sobre a relação entre genes e nutrientes, no contexto da obesidade, vem aumentando ao longo dos anos. E o papel da nutrigenética e da nutrigenômica na obesidade tem sido cada vez mais publicado nos periódicos científicos. Os estudos estão permitindo esclarecer o envolvimento das interações entre gene e dieta, aumentando o conhecimento da resposta do indivíduo a uma determinada dieta.

Os obesogenes (genes candidatos à obesidade) são descritos como aqueles que impactam não apenas no comportamento alimentar (escolhas/preferências alimentares), mas também no controle de fome/saciedade e na capacidade termogênica.

Conhecendo estas características relacionadas à genes específicos, as estratégias nutricionais determinadas num plano alimentar serão mais assertivas e individualizadas.

Aplicações práticas da nutrigenética

O Teste Genético tem como objetivo avaliar as principais alterações genéticas em polimorfismos voltados para a parte nutricional e controle de peso. Ele deve ser realizado apenas uma vez na vida e indica suas principais predisposições genéticas para: 

  • consumo de doces;
  • acúmulo de gordura;
  • ganho de massa muscular;
  • sobrepeso; 
  • comer emocional;
  • resistência insulínica; 
  • metabolização de carboidratos, gorduras, álcool, sal e cafeína;
  • eficiência das vias de detoxificação;
  • eficiência das enzimas antioxidantes;
  • intolerâncias ao glúten e lactose;
  • metabolização do complexo B;
  • processamento da dopamina e ciclo circadiano.

Entre outras situações, o teste genético promove um diagnóstico mais individualizado e eficiente visando mais saúde, prevenção de doenças, bem-estar e longevidade.

Com ele, conseguimos fazer com que o paciente conheça um pouco mais sobre o funcionamento do seu corpo e quais as orientações mais recomendadas para o seu organismo, resultando em uma melhor aderência e resultados dos tratamentos. 

O Teste fornece informações relevantes para a determinação de um plano nutricional e para gestão de um peso saudável, atuando sobre a sua composição corporal, sua alimentação e seu comportamento.

Portanto o teste genético é uma ferramenta de precisão, através da qual podemos oferecer aos pacientes um Plano Alimentar totalmente direcionado e preciso, sem a “tentativa-e-erro”. Pode-se dizer que o futuro chegou!

Outros impactos da nutrigenética para a saúde e bem-estar

A interação entre meio ambiente e genética é chamada de plasticidade fenotípica, um mecanismo pelo qual espécies podem se adaptar rapidamente em resposta a mudanças das condições ambientais.

As modificações que permitem que a plasticidade fenotípica ocorra não constituem uma mudança na sequência genética, não são mutações, mas mudanças epigenéticas. Ou seja, o gene herdado pelos pais está ali, mas pode expressar-se ou não dependendo do que comemos no dia-a-dia, da forma como vivemos, se fumamos ou não, do nosso nível de estresse e nível de atividade física.

Portanto, a alimentação dos pais no momento da concepção pode direcionar as características de seus descendentes. O neurodesenvolvimento, por exemplo, depende de um DNA bem “metilado”. Fatores que afetam esta reação química de metilação no início da vida podem comprometer aprendizado, memória e acelerar a neurodegeneração.

Muitos micronutrientes presentes na dieta são importantes doadores e cofatores para a metilação, como folato, vitamina B12, metionina, betaína e colina. E no teste genético é possível avaliar melhor o metabolismo de metilação e também de seus cofatores!

Como fazer o teste genético para nutrição

Atualmente os testes genéticos estão cada vez mais acessíveis e fáceis de fazer.  Para fazer o teste genético da Ocean Drop, por exemplo, basta entrar no site e comprar o teste genético online.

Você recebe um kit em casa para coletar sua amostra de DNA. Após a coleta do DNA, o kit é retirado em sua casa e o seu resultado sai em até 30 dias úteis após o recebimento das amostras. Além de um relatório detalhado sobre como funciona o seu organismo conforme seus genes, a Ocean Drop também elabora uma recomendação de vitaminas exclusivas com base no seu DNA.

Essa análise nos permite construir um plano alimentar e, quando necessário, prescrever uma suplementação mais assertiva, potencializando ao máximo a saúde dos pacientes. Assim, essa área da ciência não apenas expande nosso conhecimento sobre nutrição, mas também nos capacita a tomar decisões alimentares mais informadas.

Referências

  • Pena SDJ. Medicina genômica personalizada aqui e agora. Ver Med Minas Gerais. 2010;20(3):329-34
  • Bouchard C, Ordovas JM, Fundamentals of nutrigenetics and nutrigenomics. Prog Mol Biol Transl Sci. 2012; 108:1-15.
  • Camp KM, Trujillo E. Position of the Academy of Nutrition and Dietetics: nutritional genomics. J Acad Nutr Diet. 2014; 114(2):299-312
  • Kaput J. Nutrigenomics research for personalized nutrition and medicine. Current Opinion in Biotechnology. 2008; 19:110-20
  • Mutch DM, Wahli W, Williamson G. Nutrigenomics and nutrigenetics: the emerging faces of nutrition. The Faseb Journal. 2005;19:1602-16
  • Hendriks HFJ. Use of nutrigenomics endpoints in dietary interventions. Proceedings of the Nutrition Society. 2013;72:342-51
  • Ramos-Lopes O; Martinez JÁ. Nutrigenetic approaches in obesity and weight loss. In: Precision Medicine for Investigators, Practioners and Providers. Elsevier; 2019:409-415.

Texto escrito por Ana Paula Ferraz Santos, Nutricionista (CRN9-2268) e Diretora da "Clínica de Nutrição Ana Paula Ferraz". Pós graduanda em Nutrição de Precisão: NUTRIGENÔMICA E NUTRIGENÉTICA. Pós-graduada em Nutrição Esportiva, Nutrição Clínica e Nutrição Clínica Funcional. 
IG: @nutrianaferraz

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