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Qual a influência da genética na depressão?

A afirmação "depressão é genética" nos conduz a uma reflexão sobre a interação entre nossa constituição de genes e a manifestação dessa doença mental. A depressão afeta milhões de pessoas globalmente e frequentemente é vista como uma sentença para aqueles que apresentam histórico familiar da doença. No entanto, a relação entre depressão e genética é muito mais complexa do que uma simples predisposição hereditária, embora isso seja importante.

Neste blogspot, vamos explorar a influência da genética na depressão, desvendando mitos, com base em evidências científicas. Enfatizamos que a predisposição genética não é, de forma alguma, uma condenação definitiva à doença. Abordaremos o que causa a depressão, quais os sintomas que indicam a necessidade de buscar ajuda profissional, as opções de tratamento, assim como de exames genéticos para depressão. Vamos lá?

O que é depressão?

A depressão é um distúrbio afetivo que pode afetar significativamente a vida de uma pessoa em diversos aspectos. Ela se manifesta em diferentes níveis, variando desde crises leves e momentâneas até o transtorno depressivo maior (TDM), que representa um comprometimento mais profundo e está associado a níveis elevados de morbidade e mortalidade. 

Embora a base neurobiológica dos transtornos depressivos ainda seja desconhecida em sua totalidade, há evidências que sugerem a influência de fatores, como a herança familiar e a expressão genética, bem como aspectos relacionados à regulação emocional, no seu desenvolvimento.

É fundamental reconhecer os sinais que podem indicar a presença da doença, embora esses sintomas possam variar em intensidade. Entre os sintomas mais comuns estão: distúrbios no apetite, que podem levar ao emagrecimento ou ganho de peso rápido, dores físicas persistentes, tristeza frequente, sentimentos de desesperança e pessimismo, dificuldades de concentração, problemas de memória, fadiga mental, impaciência, mau-humor, irritabilidade, alterações no sono e ideação suicida.

A depressão merece atenção médica para diagnóstico e tratamento adequados, pois pode impactar significativamente a saúde e o bem-estar da pessoa que a enfrenta.

Tipos de depressão

Existem dois tipos de depressão: unipolar e bipolar. Elas têm semelhanças, mas também diferenças importantes. Ambas são influenciadas pela genética. No entanto, a depressão bipolar ocorre em episódios curtos e intercalados com episódios maníacos. Já a depressão unipolar é mais afetada por fatores psicossociais, pode ser um único episódio ou recorrente ao longo da vida. Portanto, embora ambas envolvam tristeza, essas diferenças impactam sua natureza e tratamento.

Principais sinais e sintomas da depressão

A depressão é uma condição complexa que pode se manifestar de diversas maneiras, afetando profundamente o bem-estar e a qualidade de vida de uma pessoa. Reconhecer os sinais e sintomas da depressão é fundamental para buscar ajuda e tratamento adequado. Abaixo estão alguns dos principais sintomas associados a essa condição:

  • sensação de ansiedade e angústia;
  • sentimento de que todas as atividades demandam um esforço significativo;
  • medo, insegurança e irritabilidade, frequentemente acompanhados de sentimentos de inutilidade;
  • pensamentos negativos constantes e recorrentes em qualquer momento;
  • perda de interesse e prazer em atividades que antes eram apreciadas;
  • sentimentos persistentes de culpa e pessimismo;
  • dificuldade de concentração e raciocínio, juntamente com problemas de memória;
  • baixa autoestima, bem como alterações no apetite e no desempenho sexual;
  • variações significativas de peso, podendo ocorrer perda ou ganho rápido;
  • dificuldade para dormir ou levantar-se da cama;
  • dores físicas persistentes sem explicação médica.

Os estudos confirmam que as chances de desenvolver a depressão são até três vezes maiores para aqueles que têm familiares em primeiro grau com o diagnóstico. No entanto, o que muda não é a presença da doença em si, mas sim a vulnerabilidade para desenvolver a condição.

Um exemplo ilustrativo disso é o seguinte: quando alguém enfrenta uma situação de luto e não possui predisposição genética para a depressão, geralmente experimenta uma profunda tristeza por algumas semanas, em virtude da gravidade do evento, mas consegue se recuperar e continuar com suas atividades cotidianas sem desenvolver sintomas depressivos.

Por outro lado, indivíduos com tendência genética para a depressão podem ser mais afetados por eventos estressantes, como a perda de um ente querido, e podem desencadear a doença como resultado desses gatilhos emocionais. Essa mesma dinâmica se aplica a qualquer outra situação adversa na vida, pois esses eventos são frequentemente considerados catalisadores para o início de um episódio depressivo. Portanto, se você tem familiares que enfrentaram a doença e sabe que você pode ter predisposição à depressão, é importante estar atento aos sinais descritos acima e buscar ajuda o mais cedo possível se apresentar algum deles.

Depressão e a hereditariedade

Afinal, depressão é hereditária? A hereditariedade refere-se à transmissão de características genéticas de uma geração para outra, e sua influência nas condições médicas, incluindo a depressão, é notável. Os estudos sobre a genética da depressão nos trazem importantes informações. Mesmo com algumas variações na definição da depressão, podemos tirar algumas conclusões valiosas:

  • a partir de pesquisas com famílias, gêmeos e pessoas adotadas, fica claro que há um componente genético envolvido tanto na depressão unipolar quanto na bipolar;
  • estima-se que o componente genético na depressão representa aproximadamente 40% do risco de desenvolver depressão unipolar e cerca de 70% para o transtorno bipolar;
  • a maneira como a genética é transmitida ainda não está totalmente clara, mas sugere-se que a depressão seja influenciada por diversos fatores.

A complexidade dessa condição mental é exemplificada pela contribuição de múltiplos genes e fatores ambientais que interagem para determinar o risco individual. Portanto, enquanto a hereditariedade pode aumentar a probabilidade de desenvolver depressão, não é um destino fixo, e cuidados adicionais devem ser considerados quando há histórico familiar da doença.

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Qual a relação entre a depressão e a genética?

A influência da genetica na depressão têm sido estudada em diferentes contextos, incluindo estudos com famílias, gêmeos e adotados. Essas pesquisas apontam para a influência genética na predisposição para a depressão.

Nos estudos de famílias, observou-se que familiares de primeiro grau de indivíduos com depressão têm um risco aumentado de desenvolver a doença, em comparação com a população em geral. Isso sugere um componente genético, com o risco sendo cerca de três vezes maior para depressão unipolar.

Estudos com gêmeos monozigóticos (geneticamente idênticos) e dizigóticos (compartilhando apenas metade dos genes) também reforçam a influência genética na depressão. A concordância para depressão em gêmeos monozigóticos é duas a três vezes maior do que em gêmeos dizigóticos, indicando que os genes desempenham um papel importante na determinação da doença.

Além disso, estudos com adotados mostraram que a prevalência da depressão é maior nos filhos biológicos de pais com transtorno do humor, em comparação com os filhos biológicos de pais saudáveis que também foram adotados. 

Em 2021, uma pesquisa conduzida pelo Instituto de Pesquisa Médica QIMR Berghofer, na Austrália, identificou como causa genetica da depressão e ansiedade mais de 500 genes. Além disso, o Departamento de Assuntos de Veteranos dos Estados Unidos identificou 178 regiões do genoma que estão associadas à depressão. Essas descobertas destacam a complexidade genética desses transtornos e fornecem insights valiosos para o entendimento e tratamento da depressão.

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Grupos de risco e outras causas da depressão

Pessoas com história familiar de depressão têm um risco aumentado de desenvolvê-la, devido à herança de genes associados à doença. No entanto, fatores ambientais desempenham um papel importante, e eventos estressantes na vida, como perdas, traumas, dificuldades financeiras, problemas de relacionamento e estresse crônico, podem desencadear ou agravar a depressão, mesmo em pessoas sem predisposição genética.

Além disso, o estilo de vida desempenha um papel crítico na depressão. Hábitos, como dieta inadequada, falta de exercício físico, abuso de substâncias e privação de sono podem contribuir para o desenvolvimento da depressão. 

Diagnóstico e testes genéticos para depressão

O diagnóstico da depressão é geralmente baseado em avaliações clínicas, realizadas por profissionais especializados em saúde mental e questionários específicos de sintomas. No entanto, avanços na genética permitiram o desenvolvimento de testes genéticos que podem ajudar a avaliar o risco de depressão de forma mais precisa.

Um exemplo notável é o teste genético oferecido pela Genera, que não apenas avalia a predisposição à doenças mentais, mas também outros fatores relacionados. Esse teste envolve a análise de variações genéticas específicas que foram associadas à depressão em estudos científicos.

É importante observar que os testes genéticos não são um diagnóstico definitivo de depressão, mas sim uma ferramenta complementar que fornece informações sobre a predisposição genética. O diagnóstico clínico ainda é fundamental e deve ser realizado por profissionais de saúde mental. Esses testes genéticos podem ser úteis para indivíduos que desejam entender melhor seu risco genético e adotar medidas preventivas, como mudanças no estilo de vida e acompanhamento médico mais frequente. 

Como prevenir e evitar a depressão

Prevenir e evitar a depressão é uma preocupação crescente, considerando o impacto significativo dessa condição na saúde no geral. Aqui estão algumas dicas que podem ajudar na prevenção e no manejo dos sintomas da depressão.

  • conheça sua predisposição genética: fazer um teste genético pode fornecer informações valiosas sobre seu risco genético de desenvolver depressão. Compreender suas predisposições genéticas pode ajudar a tomar medidas preventivas mais eficazes;
  • mantenha um estilo de vida saudável: praticar exercícios regulares, manter uma dieta equilibrada e garantir uma boa qualidade de sono são fundamentais para a saúde mental;
  • gerencie o estresse: desenvolver habilidades de enfrentamento do estresse, como meditação, ioga ou terapia cognitivo-comportamental, pode ser uma estratégia eficaz;
  • crie uma rede de apoio: ter um sistema de apoio social forte é essencial. Compreender como seus genes podem influenciar suas interações sociais pode ajudar na construção de relacionamentos mais saudáveis;
  • evite o abuso de substâncias: álcool e drogas podem aumentar o risco de depressão. Se o seu perfil genético indicar uma predisposição à dependência, tome medidas para evitar o uso excessivo dessas substâncias;
  • procure ajuda profissional: se você ou alguém que você conhece estiver enfrentando sintomas de depressão, não hesite em buscar ajuda de um profissional de saúde mental. Os resultados do teste genético podem ser compartilhados com seu médico para orientar tratamentos personalizados.

Com o objetivo de oferecer informações precisas e relevantes, o conteúdo foi escrito pela equipe Ocean Drop e cuidadosamente revisado pela nutricionista Suelen Santos da Costa, CRN10 7816. Suelen é graduada pela Universidade Federal de Pelotas e possui Pós-Graduação em Nutrição Clínica Funcional pela VP Centro de Nutrição Funcional. Você pode conferir suas valiosas contribuições em seu Instagram @nutrisuelencosta.

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