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10 Dicas de como controlar a diabetes

A prevalência de Diabetes Mellitus nos países da América Central e do Sul foi estimada em 26,4 milhões de pessoas e projetada para 40 milhões, em 2030. No Brasil, em 2012, a Sociedade Brasileira de Diabetes estimou mais de 12 milhões de diabéticos no país, atualizando os dados de acordo com o censo IBGE 2010.

Esses valores extremamente altos possuem importante consequência na qualidade de vida da população. Uma doença como a Diabetes Mellitus, apesar de apresentar caráter genético, também está fortemente relacionada aos hábitos e escolhas de vida.

Isto posto, acompanhe abaixo 10 dicas de como controlar a diabetes.

O que é diabetes?

Diabetes Mellitus (DM), de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), é o termo utilizado para descrever uma desordem metabólica de etiologia múltipla - ou seja, um distúrbio do metabolismo que pode apresentar múltiplas causas, como genética, hábitos de vida e gestação.

Ela é caracterizada pela hiperglicemia crônica e por problemas no metabolismo de carboidratos, gorduras e proteínas, resultantes de defeitos na secreção do hormônio chamado insulina ou da sua ação no controle glicêmico.

Para compreender melhor o que é e como controlar a diabetes, é preciso destrinchar a frase acima e começar pelo entendimento do que é insulina: produzida pelo pâncreas, especificamente pelas células beta, a insulina é um hormônio cuja função principal é atuar no controle da glicemia.

A partir do momento que há o consumo de um carboidrato , o corpo sinaliza para que o pâncreas inicie a secreção da insulina. Portanto, quando acontece a ingestão de carboidrato, em um organismo saudável, deverá haver a secreção de insulina. Essa secreção também existe no consumo de proteínas e gorduras, porém em pequena quantidade.

Dessa forma, quando o carboidrato é digerido e entra na corrente sanguínea, acontece o aumento normal da glicemia no sangue. Porém, esse carboidrato não pode ficar circulando na corrente sanguínea, ele precisa entrar nas células. É aí que entra a insulina, ela é a responsável por colocar o carboidrato para dentro das células e, dessa maneira, regularizar a glicemia no sangue novamente.

Esse seria o cenário de um indivíduo saudável. Na Diabetes Mellitus, a atuação da insulina está prejudicada e, consequentemente, tudo que envolve sua atuação.

Tipos de diabetes

A Diabetes Mellitus é uma desordem metabólica causada por uma falta parcial ou total de insulina e/ou a diminuição na sensibilidade à insulina. Entenda melhor o que acontece para saber como controlar a diabetes.

Diabetes Mellitus tipo 2

A Diabetes Mellitus tipo 2 é conhecida como diabetes adquirida e é o tipo mais comum encontrado atualmente. Ela é chamada dessa forma por ser uma condição obtida ao longo da vida, geralmente por meio de hábitos de vida não saudáveis, como sedentarismo e má alimentação, associados, ou não, a presença de predisposição genética.

Na Diabetes Mellitus tipo 2 ocorre resistência à insulina e, usualmente, deficiência parcial de secreção de insulina. O quadro tende a iniciar com a resistência das células em “reconhecerem” a insulina, que precisa ser reconhecida para fazer com que o açúcar circulante na corrente sanguínea entre nas células. Se há resistência celular à insulina, não há a passagem do açúcar do sangue para dentro das células - gerando um quadro de hiperglicemia crônica.

Esse quadro faz com que o pâncreas receba um sinal para produzir ainda mais insulina, pois o corpo não consegue fazer a leitura de que as células não estão “aceitando” a insulina, ele entende que não há insulina suficiente, pois a glicemia segue alta, gerando uma hiper produção de insulina.

Ou seja, quanto mais glicose no sangue, mais insulina é produzida. Porém, essa hiper produção de insulina, quando crônica, tende a levar à sobrecarga e falência das células beta do pâncreas, levando a sérios problemas - que podem ser evitados quando se sabe como controlar a diabetes tipo 2.

Diabetes Mellitus tipo 1

A Diabetes Mellitus tipo 1 é uma doença de carga genética, geralmente diagnosticada ainda no início da vida. Sua principal característica é a presença da falência geneticamente programada das células beta do pâncreas e, consequentemente, a inibição total da produção de insulina.

Ou seja, pessoas com esse tipo de Diabetes Mellitus não apresentam secreção de insulina no corpo e, por isso, a forma de como controlar a diabetes tipo 1 é por meio da aplicação exógena de insulina para o resto da vida, associada à dieta de contagem de carboidratos.

Diabetes Gestacional

Durante a gestação, ocorrem vários ajustes no metabolismo de carboidratos, proteínas e lipídios para que o feto receba todos os suprimentos necessários ao seu crescimento. Portanto, nessa fase há a intensa demanda fetal de glicose - contínua e crescente.

Essa demanda de glicose do feto se mantém independentemente de a mãe estar ou não em jejum. Portanto, para poupar glicose do corpo da mãe para o uso do feto, o organismo aumenta a resistência das células à insulina, tornando o tecido menos sensíveis a ação desse hormônio e diminuindo em cerca de 40 a 50% (a partir do 3o trimestre) a utilização de glicose da mãe.

Dessa forma, durante a gestação ocorre naturalmente a hiperglicemia e hiperinsulinemia programadas. Esse cenário torna o desenvolvimento de diabetes gestacional muito mais propenso quando não há um controle glicêmico e quando a mãe não sabe como controlar a diabetes gestacional por meio da alimentação e hábitos de vida.

Sintomas

Uma das formas de se identificar o desenvolvimento e como saber se a diabetes está controlada, é por meio dos sintomas da diabetes

Os sintomas clássicos de diabetes envolvem: 

  • poliúria (urinar excessivamente);
  • polidipsia (sede constante, mesmo ingerindo bastante água);
  • polifagia (aumento da fome e do consumo alimentar);
  • perda involuntária de peso no caso de diabetes tipo 1;
  • ganho de peso no caso de diabetes tipo 2;
  • cansaço, fraqueza e desânimo excessivos;
  • cicatrização lenta;
  • visão turva ou embaçada;
  • infecções frequentes (pele, urinária, genitais).

No contexto de Diabetes Mellitus a presença da hiperglicemia, quando não controlada, também pode desencadear complicações, disfunções e insuficiência de vários órgãos. A presença de diabetes pode levar a problemas renais e hepáticos sérios, além de problemas na circulação sanguínea e na visão, portanto saber como manter a diabetes controlada é essencial à vida.

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10 Dicas de como controlar a diabetes

1. Inclusão de atividade física na rotina

A prática de atividade física melhora a sensibilidade e resposta do corpo ao hormônio da insulina e, consequentemente, ao controle da glicemia. Ademais, exercícios físicos atuam no controle do peso e do perfil lipídico, redução da inflamação de baixo grau e melhora da função vascular, fatores que também contribuem para a melhora da sensibilidade da insulina, assim como afirmam os estudos * *.

Por esses motivos, a recente atualização da posição do American College of Sports Medicine de 2010, afirma que pessoas com diabetes tipo 2 devem praticar atividades físicas regularmente e ser incentivadas a reduzir o tempo sedentário e a interromper o tempo sentado com pausas frequentes nas atividades.  

2. Controle do consumo de carboidratos

Na Diabetes Mellitus o metabolismo de carboidratos está muito prejudicado pela deficiência da ação e/ou produção da insulina, por isso, uma das formas de como controlar a diabetes é através do controle do consumo desses alimentos.

A quantidade e qualidade do carboidrato que será consumido contará muito no nível de hiperglicemia ou hipoglicemia de rebote experimentada. É importante evitar o consumo de alimentos com alto teor de açúcar e farinha refinada, como bolo, pão, biscoito, chocolate, mel, suco de frutas, refrigerante, entre outros.

3. Consumo de fontes de carboidrato associada à outras fontes alimentares

Uma das formas de como controlar a diabetes é evitando comer alimentos fontes de carboidratos sozinhos. Incluir proteína e gordura nas refeições é sempre o melhor meio de lentificar a digestão e evitar picos glicêmicos no organismo.

  • Exemplo 1: ao invés de consumir a banana (carboidrato) sozinha, o ideal é fazer uma panqueca de banana com ovos (proteína) e farinha de amendoim (gordura).
  • Exemplo 2: sempre que for consumir o macarrão ou arroz (carboidrato), acrescente carne (proteína) e salada (fibras). 

4. Inclusão de fibras na dieta

Incluir fibras na dieta é uma ótima forma de auxiliar no controle da glicemia. De acordo com o estudo realizado com pacientes portadores de diabetes tipo 2, a ingestão elevada de fibra alimentar, principalmente do tipo solúvel, melhorou o controle glicêmico, diminui a hiperinsulinemia e diminui as concentrações plasmáticas de lipídios.

Outra pesquisa de revisão sistemática concluiu que, para aqueles que buscam saber como controlar a diabetes, as dietas ricas em fibras são um componente importante, que resultam em melhorias nas medidas de controle glicêmico, lipídico no sangue, peso corporal e inflamação, bem como na redução da mortalidade prematura. 

Com base nessas descobertas, aumentar a ingestão diária de fibras em 15 g ou 35 g é uma ótima maneira de como controlar a diabetes.

5. Produtos diet

A alimentação contendo produtos in natura é a melhor opção para a saúde do corpo e para o controle da diabetes, porém, quando houver vontade de consumir um produto industrializado, como chocolate ou biscoito, é interessante escolher a opção diet.

Produtos diet têm como característica apresentarem a redução de algum ingrediente que trará benefícios à saúde No caso de pacientes com diabetes, é importante procurar por produtos diet com redução do açúcar.

Mesmo assim, ainda é preciso ter cuidado com a quantidade e frequência do consumo destes produtos.

6. Controle do consumo de álcool

Os efeitos do álcool podem produzir importantes alterações no metabolismo do carboidrato, como hipoglicemia e hiperglicemia. Além disso, a situação clínica do paciente com diabetes pode ser complicada por danos hepáticos alcoólicos, ingestão irregular e imprecisa de medicamentos e uma dieta muito variável. 

É difícil não concluir que, embora a ingestão excessiva de álcool seja má para a maioria das pessoas, pode ser desastrosa para o diabético, assim como afirma o estudo.

7. Inclusão de alimentos com propriedade anti inflamatória

Uma das formas de auxiliar nos inúmeros tratamentos existentes de como controlar a diabetes e suas complicações, é por meio da inclusão de agentes antiinflamatórios na dieta, como a cúrcuma para diabetes.

Em um estudo sobre o desenvolvimento de neuropatia diabética, termo usado para descrever a disfunção renal causada pela hiperglicemia crônica da diabete descontrolada, o uso da cúrcuma demonstrou ser promissor na inibição de espécies reativas de oxigênio e nas alterações patológicas que ocorrem na neuropatia diabética.

8. Manutenção do peso ideal

O ganho de peso, muitas vezes associado a maus hábitos de vida, como sedentarismo e excedente calórico, provoca maior acúmulo de gordura na região periférica e central do corpo. Essa gordura em excesso provoca maior resistência à ação da insulina e, dessa forma, dificulta o tratamento e controle da diabetes.

9. Aplicação de insulina

No caso de inibição parcial ou total da produção de insulina, presente em casos de diabetes tipo 1 e em casos de diabetes tipo 2 avançada, o uso da insulina exógena diária é vital. Existem diversos tipos de insulina disponíveis, desde aquelas liberadas de forma contínua e constante, até aquelas liberadas em picos. A adoção e orientação do uso de insulina deverá ser discutida com o médico responsável.

10. Procura de auxílio nutricional

Grande parte do controle da diabetes vem dos hábitos alimentares. Seja para casos de diabetes tipo 1, tipo 2 ou gestacional, o profissional capacitado para auxiliar a como controlar a diabetes com alimentação, é o nutricionista. Portanto, é orientado a procura de um profissional da área para a correta orientação nutricional.

Apesar de se tratar de uma doença crônica que não tem cura, o diabetes pode ser controlado através do empenho do portador ao longo de toda a vida.

Referências

Artigo escrito por Joana Mazzochi, formada em Administração Empresarial pela UDESC e em Nutrição pela UNIVALI (CRN-10/10934). Além de produzir conteúdo sobre nutrição e saúde, atende pacientes que desejam melhorar a relação com a alimentação.

 

Conteúdo revisado por Rafaela Galvão, nutricionista graduada pela Unisul e publicitária graduada pela ESPM-SUL. Desenvolve projetos de comunicação e produção de conteúdo para a área da saúde desde 2016.

 

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