Atualizado em 18 de Novembro de 2025

Criado por Joana Mazzochi Aguiar - Nutricionista

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Sintomas de fadiga: o que está por trás do cansaço constante?

Ilustração sobre sintomas de fadiga
Ilustração sobre sintomas de fadiga

Sentir cansaço constante e falta de energia, mesmo após uma boa noite de sono, pode ser um dos sintomas de fadiga mais clássicos. A fadiga é mais do que somente a exaustão, ela pode vir acompanhada de sonolência durante o dia, dificuldade de concentração e até desânimo para realizar as atividades rotineiras.

Se identifica com esse cenário? Leia abaixo e descubra o que pode estar por trás dos sintomas de fadiga, assim como as formas de recuperar a energia e disposição com algumas mudanças simples na rotina.

O que é fadiga?

De modo simples e resumido, a fadiga pode ser definida como uma sensação de cansaço constante e falta de energia. No entanto, há outras maneiras de descrever a fadiga, como:

  • falta de motivação;
  • energia reduzida;
  • exaustão física e mental.

É importante saber que, embora a sonolência e a apatia possam acompanhar a fadiga, elas não são a mesma coisa. Se sentir eventualmente cansado depois de um dia intenso é completamente normal. A fadiga está muito mais relacionada com a sensação de cansaço constante e crônico, mesmo depois de uma boa noite de sono e descanso.

Sintomas de fadiga

Definida como uma sensação avassaladora de cansaço, falta de energia e sensação de exaustão, a fadiga está relacionada a uma dificuldade em realizar tarefas voluntárias. Mas se engana quem pensa que o único sintoma da fadiga é a falta de energia. Há diversos outros sintomas associados, como:

  • fraqueza muscular;
  • mau humor ou irritabilidade;
  • tontura;
  • dor de cabeça;
  • cognição e atenção prejudicada;
  • coordenação motora prejudicada;
  • dificuldade de foco e concentração;
  • problemas de memória;
  • falta de ânimo e disposição;
  • reflexos prejudicados;
  • sonolência.

Saber identificar quais os sintomas da fadiga estão sendo manifestados contribui para reconhecer qual tipo de fadiga você provavelmente tem.

Causas da fadiga

A sensação de cansaço é um sintoma comum de diversas condições de saúde, por isso, a fadiga pode ter muitas causas. Os fatores que contribuem para o surgimento da fadiga podem ser classificados da seguinte forma:

Psicológicas/emocionais

O estresse crônico, assim como distúrbios psicológicos de ansiedade e depressão, podem levar a sintomas de fadiga, geralmente associados com mudanças de humor, alterações de sono e indisposição. Enfrentar períodos de sobrecarga emocional, como um divórcio ou a perda de emprego, também pode provocar sensação de fadiga em decorrência do abalo psicológico.

Distúrbios fisiológicos

Enfermidades como anemia, diabetes, câncer e doenças autoimunes desencadeiam sintomas clássicos de fadiga, pois causam um desequilíbrio no organismo e levam a deficiências nutricionais importantes, comprometendo a produção de energia celular. Além disso, essas condições costumam gerar inflamação crônica, alterações hormonais e sobrecarga metabólica, fatores que intensificam ainda mais a sensação de cansaço físico e mental.

Má alimentação

Quando a ingestão de nutrientes não atende às necessidades, as reservas de energia do corpo são usadas, levando à perda de gordura corporal e muscular. Esse mecanismo tem como consequência sintomas de fadiga e desnutrição.

Algumas pessoas possuem predisposição genética para a absorção inadequada de certas vitaminas e minerais, o que pode aumentar a suscetibilidade a deficiências nutricionais essenciais para a energia e disposição. Neste sentido, um teste genético pode ser útil para identificar previamente condições como essas, permitindo a criação de planos de nutrição personalizados que compensem essas deficiências.

Sedentarismo

Pode parecer contraditório, mas quanto menos se exercita, maior é a sensação de cansaço constante. Foi o que um estudo descobriu ao investigar a influência do sedentarismo na fadiga crônica. As participantes do estudo que eram menos sedentárias relataram menor grau de fadiga do que aquelas que eram totalmente sedentárias. De fato, o exercício físico regular proporciona mais disposição e vigor no longo prazo.

Excesso de álcool

O consumo de bebidas alcoólicas pode contribuir para os sintomas de fadiga, pois álcool interfere negativamente na qualidade do sono, fazendo com que o corpo não consiga descansar de forma adequada, além de causar ressaca e inflamação no organismo.

Estudos já comprovaram que a má qualidade do sono e a recuperação inadequada levam ao aumento da fadiga, diminuição do estado de alerta e desempenho prejudicado em diversos testes psicomotores cognitivos. Ademais, beber vinho, cerveja ou drinks durante o dia pode acarretar em sonolência ou letargia, que são sintomas "irmãos" da fadiga.

Sono inadequado

Dormir entre 6 a 8 horas por noite não é suficiente se o sono não for de qualidade. Quando não se atinge as fases mais profundas do sono, especialmente o sono REM — responsável pela recuperação física e mental — é comum acordar ainda cansado, com dificuldade de concentração e baixa energia ao longo do dia.

A má qualidade do sono é uma das principais causas da fadiga persistente, mesmo em quem tem uma rotina aparentemente regular. Quer saber como dormir melhor e acordar realmente descansado? Leia mais sobre a importância da higiene do sono e como ela pode melhorar a qualidade do sono.

Tipos de fadiga

A fadiga não é apenas uma sensação psíquica de cansaço. Entre os tipos de fadiga estão: fadiga muscular, fadiga adrenal e a fadiga mental.

Fadiga muscular

Esse tipo de fadiga é definida como uma diminuição da força muscular ou produção de energia para contração muscular. Sensação de fraqueza muscular que limita movimentos comuns e até mesmo o desempenho esportivo e atlético durante um exercício físico entram como principais sintomas de fadiga muscular.

Fadiga adrenal

Esse tipo de fadiga é utilizado para explicar sintomas relacionados ao estresse constante sob o qual muitas pessoas estão submetidas no dia a dia. O estresse sobrecarrega as glândulas adrenais que, por sua vez, não conseguem atender às necessidades de produção hormonal do organismo adequadamente. Essas glândulas "lidam" com os estressores do dia a dia produzindo hormônios como o cortisol.

Fadiga mental

Essa condição é desencadeada principalmente pela atividade cognitiva prolongada. Trabalhar ou estudar por muitas horas ininterruptas pode gerar a fadiga mental. Basicamente, o cérebro fica sobrecarregado devido a estimulação intensa. Entre os principais sintomas de fadiga mental estão: falta de motivação, insônia, bloqueio mental, sonolência, dificuldades de memorização, perda da capacidade de reflexo e cognição.

Tratamentos para fadiga

A fadiga é, por vezes, um sintoma muito subestimado. Por isso, definir o melhor tratamento para o cansaço constante é um grande desafio. Descobrir a causa da fadiga é o primeiro passo para escolher o tratamento mais adequado.

Recuperar a energia, o ânimo, o vigor e a vitalidade é possível! A resposta pode estar em 3 fatores do estilo de vida:

Alimentação

O corpo depende de nutrientes para funcionar adequadamente - e isso por si só já explica porque uma alimentação saudável e nutritiva pode ajudar o organismo a recuperar a energia e vitalidade.

O ferro, por exemplo, é uma importante vitamina para fadiga crônica. Ele é essencial para o transporte de oxigênio no sangue, garantindo que todos os órgãos e tecidos recebam o combustível necessário para produzir energia e funcionar corretamente. Isso explica porque um dos sintomas clássicos de deficiência de ferro (anemia ferropriva) é a fadiga.

Estudos mostram que algumas deficiências nutricionais específicas, como de vitamina C, complexo B, sódio, magnésio, zinco, ácido fólico, L-triptofano, ácidos graxos essenciais e coenzima Q10, têm um papel relevante na gravidade da fadiga crônica. A combinação desses nutrientes seria uma boa aposta de vitamina para dar ânimo e disposição.

Exercício físico

Ter uma vida mais ativa e menos sedentária possível pode contribuir positivamente para a sensação de cansaço constante.

Um estudo realizado com mulheres diagnosticadas com câncer verificou que as participantes com níveis mais altos de atividade física apresentaram menos sintomas de fadiga e escores mais altos de qualidade de vida. Sendo assim, por mais paradoxal que isso soe, se mexer mais pode ajudar você a se sentir menos cansado.

Sono

Dormir bem tem um papel crucial na diminuição da fadiga, no entanto, muitas pessoas subestimam a importância do sono. Numerosos estudos mostram que o sono é a contramedida mais eficaz contra a fadiga.

Os estudos que investigam essa relação expressam que poucas horas de sono ou um sono de má qualidade são as causas primárias da fadiga em indivíduos diagnosticados com insônia. Sendo assim, priorizar o sono pode ser extremamente importante para ter mais energia e disposição.

Agora que você já conhece os principais sintomas de fadiga e o que pode fazer para ter mais ânimo e disposição, que tal começar a colocar tudo isso em prática? Lembre que a combinação entre o aporte nutricional adequado, exercício físico e sono reparador, já é uma boa parte do caminho para combater a fadiga.


Referências

Foto de Joana Mazzochi Aguiar

Conteúdo criado por especialista:

Joana Mazzochi Aguiar

Nutricionista

Este artigo foi escrito por Joana Mazzochi Aguiar, nutricionista (CRN 10 – 10934), formada pela Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI). É especialista em Atendimento Nutricional para Cirurgia Bariátrica e atualmente cursa pós-graduação em Saúde da Mulher e Estética pela VP – Centro de Nutrição Funcional, uma das instituições mais renomadas da área. Seu trabalho é guiado pelos princípios da nutrição funcional e do cuidado integral à saúde feminina.

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