Atualizado em 30 de Julho de 2025

Criado por Rafaela Fürst Galvão - Nutricionista

Criado por humano

Carregando...

Probióticos para gases funcionam? Saiba mais!

melhores probióticos para gases

Sim, o consumo de probióticos pode ajudar no excesso de gases, principalmente quando os gases estão ligados a desequilíbrios da microbiota intestinal.

Os probióticos para gases podem atuar de várias formas, reequilibrando a flora intestinal ao competir com bactérias que produzem gases, melhorando a digestão de certos alimentos fermentáveis reduzindo a fermentação excessiva e ajudando a diminuir a inflamação no intestino.

Quando combinados com fibras prebióticas específicas que alimentam as bactérias boas, o resultado pode ser ainda mais eficaz. Por isso, muitas pessoas relatam que o prebiótico para gases funciona mesmo, pois ele potencializa a ação dos probióticos, promovendo alívio do inchaço causado pelos gases.

Veja a seguir quais são as melhores cepas probióticas para gases.

Melhor prebiótico para reduzir gases

Não é qualquer tipo de probiótico que ajuda no excesso de gases. Na verdade, existem algumas cepas de probióticos que atuam de maneiras específicas no alívio dos gases, e compreender essa diversidade é essencial para escolher o melhor probiótico para gases.

Cada cepa tem uma função única e por isso probióticos com combinações específicas podem ser mais eficazes na eliminação dos gases, principalmente quando associados a uma alimentação adequada.

Ainda há poucos estudos sobre os melhores probióticos para gases, entretanto, até o momento as cepas com maior evidência para esse sintoma, são:

Lactobacillus plantarum

Trata-se de uma cepa bastante comum que é naturalmente encontrada em alimentos fermentados, como chucrute, kimchi e azeitonas, e também em suplementos.

No contexto da saúde intestinal, um estudo clínico com 52 pacientes com síndrome do intestino irritável (SII) mostrou que a suplementação com 20 bilhões de UFC por dia, durante 4 semanas, levou à redução dos gases e da dor abdominal.

Lactobacillus rhamnosus

Essa cepa é considerada segura, estável e bem tolerada, inclusive em crianças e idosos. Um estudo realizado com pacientes que tomaram o probiótico Lactobacillus rhamnosus por 8 semanas mostrou que o consumo causou uma melhora significativa na constipação, no desconforto intestinal e nos sintomas de inchaço abdominal causado pelos gases, além de satisfação geral com os hábitos intestinais.

Bifidobacterium infantis

,Essa cepa probiótica é bastante conhecida pela ação potente sobre o trato gastrointestinal. Em um estudo duplo-cego randomizado a Bifidobacterium infantis 35624 demonstrou reduzir significativamente sintomas como inchaço, gases e dor abdominal em pacientes com SII (Síndrome do Intestino Irritável).

Nesse estudo, foi utilizada a dose de 1 x 10⁸ que é mais fácil, estável e prática de usar quando administrada em cápsulas.

Saccharomyces boulardii

Embora essa cepa seja mais conhecida por sua eficácia no tratamento de diarreias associadas a antibióticos, evidências sugerem que o Saccharomyces boulardii também pode ser benéfico na redução de gases e outros sintomas gastrointestinais.

Esses estudos sugerem que essas cepas específicas podem ser eficientes na redução de gases, especialmente em indivíduos com distúrbios intestinais como a Síndrome do Intestino Irritável (SII). No entanto, é importante ressaltar que a eficácia pode variar de acordo com a cepa específica, a dose e o perfil individual de cada pessoa.

Como tomar probióticos para alívio de gases?

Para obter os benefícios do probiótico para gases intestinais, é importante seguir algumas recomendações que idealmente devem ser orientadas pelo médico.

A primeira orientação é que a suplementação com probióticos deve ser feita diariamente, preferencialmente em jejum ou antes das refeições, para favorecer a sobrevivência das bactérias no trato digestivo.

A dosagem ideal pode variar conforme o produto e a cepa utilizada, mas geralmente é em torno de 1 a 10 bilhões de UFC (unidades formadoras de colônia) por dia. É recomendável utilizar o suplemento por pelo menos 4 semanas para avaliar se o consumo de probiótico para gases funciona para o seu caso.

Além de consumir probióticos para gases é necessário manter uma alimentação alinhada ao objetivo de aliviar os gases intestinais. A dieta deve ser idealmente orientada por um nutricionista e deve conter fibras prebióticas que ajudam a potencializar os efeitos do probiótico.

Alimentos com probióticos que ajudam nos gases

Alguns alimentos fermentados naturalmente, como iogurte natural, kefir, kombucha, chucrute, kimchi e missô, são fontes de probióticos que podem ajudar no equilíbrio da microbiota intestinal e ajudar na redução de gases.

Esses alimentos probióticos podem ajudar nos gases intestinais ao melhorar a digestão e reduzir a fermentação excessiva no intestino, mas é importante que o consumo esteja aliado a uma alimentação saudável. Consumir esses alimentos isolados sem uma dieta e estilo de vida saudáveis não traz resultados.

Mesmo assim, é importante destacar que, nos alimentos fermentados, a quantidade de probióticos não é padronizada, o que dificulta garantir um efeito terapêutico preciso. Por isso, pode ser necessário o uso de suplementos probióticos específicos com cepas e doses controladas para se ter um efeito de alívio dos gases.

De modo geral, o consumo de probióticos específicos pode ser eficaz para a diminuição dos gases intestinais, especialmente quando alinhado a uma dieta saudável.

Referências

Foto de Rafaela Fürst Galvão

Conteúdo criado por especialista:

Rafaela Fürst Galvão

Nutricionista

Este artigo foi escrito por Rafaela Fürst Galvão, nutricionista (CRN 10 – 11807), formada pela Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL) e também em Comunicação Social – Publicidade e Propaganda pela ESPM-SUL. É pós-graduada em Nutrição Comportamental e Clínica pela Faculdade Uniguaçu. Atua há 9 anos com comunicação e produção de conteúdo em saúde, unindo nutrição clínica ao compromisso de tornar o conhecimento científico mais acessível e relevante para a população.

Saiba mais sobre Rafaela Fürst Galvão