Probiótico para candidíase: qual o melhor e como usar
Hoje cada vez mais mulheres estão fazendo o tratamento da candidíase com probióticos, especialmente aquelas que sofrem com a candidíase de repetição.
Os probióticos ajudam a restaurar a flora vaginal ao repovoar a região com bactérias benéficas, principalmente do tipo Lactobacillus. Isso porque ao restaurar o equilíbrio da microbiota vaginal, os probióticos ajudam a evitar infecções recorrentes, promovendo um ambiente vaginal mais estável e saudável.
Entretanto, existem dezenas de cepas de bactérias probióticas e saber qual o melhor probiótico para candidiase além de como tomar probiótico para candidíase é o primeiro passo. Descubra a seguir!
Probióticos ajudam na candidíase?
Sim, o probiótico para candidíase funciona como um excelente aliado no tratamento e na prevenção de infecções recorrentes.
Os probióticos são bactérias que atuam criando um ambiente ácido e que competem o espaço com micro-organismos indesejados, dificultando sua proliferação, como o fungo causador da candidíase.
Um estudo revelou que os probióticos podem atuar por diversos mecanismos de proteção, como:
- Formando uma barreira física na mucosa vaginal, dificultando a entrada de micro-organismos indesejados;
- Ligando-se diretamente aos patógenos, tornando-os menos agressivos e impedindo sua ação;
- Produzindo metabólitos protetores, como os ácidos graxos de cadeia curta, que inibem a adesão da Candida às células da mucosa.
Segundo o estudo, de forma geral, os probióticos se mostram uma alternativa eficaz e promissora, podendo ser usados sozinhos ou em combinação com outros tratamentos contra a candidíase.
Melhor probiótico para candidíase
Existem dezenas de tipos de probióticos, mas o melhor probiótico para candidíase são as do gênero Lactobacillus, principalmente Lactobacillus rhamnosus GR-1 e Lactobacillus reuteri RC-14. Essas são as cepas mais estudadas e comprovadamente eficazes para aderir à mucosa vaginal, inibir o crescimento do fungo Candida albicans e restaurar o pH vaginal.
Um estudo realizado com 55 mulheres diagnosticadas com candidíase vaginal foram tratadas com uma dose única de fluconazol (medicamento antifúngico) em combinação com cápsulas contendo os probióticos Lactobacillus rhamnosus GR-1 e Lactobacillus reuteri RC-14).
Em 4 semanas, o grupo tratado com probióticos apresentou significativamente menos sintomas da infecção revelando que os lactobacilos probióticos podem aumentar a eficácia do medicamento antifúngico atuando em conjunto no combate ao fungo.
Os resultados de um outro estudo demonstraram que as espécies de Lactobacillus, L. paracasei, L. acidophilus, L. helveticus, L. rhamnosus, L. reuteri e L. gasseri, apresentam potencial para reduzir o crescimento e a quantidade de Candida no organismo reduzindo a taxa de recorrência da candidíase, principalmente quando associadas à farmacoterapia tradicional.
A combinação dessas cepas com o tratamento antifúngico convencional potencializa os resultados e reduz as chances de recorrência, segundo um estudo reforça. O tempo de uso e o tipo de Lactobacillus usado podem influenciar a eficácia no combate à Cândida. Portanto, ao buscar o melhor probiótico para candidíase, vale priorizar produtos que contenham essas cepas específicas.
Qual a melhor forma de uso: oral ou vaginal?
Essa escolha vai depender do objetivo e da gravidade da infecção, pois ambos os formatos podem ser eficazes.
O uso de probióticos de maneira oral é mais prático, fácil de encontrar e tem efeito sistêmico, pois ajuda a equilibrar a flora vaginal e também a intestinal. Já o uso de probiótico vaginal entrega as cepas diretamente na região afetada, promovendo uma ação mais localizada e rápida, especialmente em casos de infecção que está ativa.
Como mencionado, um probiótico bom para candidíase geralmente combina cepas específicas como Lactobacillus rhamnosus GR-1 e Lactobacillus reuteri RC-14, que podem ser administradas pelas duas vias.
Quando usar probióticos no tratamento da candidíase?
O tratamento da candidíase com probióticos é geralmente indicado em casos de infecções recorrentes, como após o uso prolongado de antibióticos ou quando há uma tendência ao desequilíbrio da flora vaginal.
O tratamento da candidíase com probióticos podem ser recomendados nos seguintes casos:
- quando há histórico de candidíase de repetição;
- em casos de sintomas persistentes, mesmo após tratamento;
- para prevenir novas crises, ajudando a manter a flora vaginal equilibrada;
- após o uso de antifúngicos, como complemento para estabilizar a microbiota vaginal.
Embora os medicamentos antifúngicos continuem sendo o tratamento principal, os probióticos podem atuar como um adicional importante para restaurar o ambiente vaginal.
Probiótico previne candidíase de repetição?
Em alguns casos o probiótico para candidíase de repetição pode ser um aliado importante para evitar novas infecções. Isso porque o probiótico bom para candidíase pode ajudar a restabelecer e manter o equilíbrio do ambiente vaginal, dificultando a proliferação da Candida albicans novamente.
Em mulheres com candidíase recorrente, o uso contínuo ou em ciclos de probióticos com cepas específicas como Lactobacillus rhamnosus GR-1 e Lactobacillus reuteri RC-14 tem mostrado bons resultados em estudos clínicos.
Embora na maioria dos casos os probióticos não substituam os medicamentos antifúngicos no tratamento da candidíase, eles têm papel essencial no contexto da prevenção, ajudando a reduzir a frequência das infecções.
Referências
- Application of Probiotic Yeasts on Candida Species Associated Infection
- Potential Action of Lactobacillus Probiotics Against Fungi of the Genus Candida: A Bibliographic Review
- Effect of Lactobacillus rhamnosus GR-1 and Lactobacillus reuteri RC-14 on the ability of Candida albicans to infect cells and induce inflammation
- Improved treatment of vulvovaginal candidiasis with fluconazole plus probiotic Lactobacillus rhamnosus GR-1 and Lactobacillus reuteri RC-14




