Atualizado em 02 de Setembro de 2025

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Como prevenir a osteoporose e manter os ossos fortes?

Ilustração sobre osteoporose
Ilustração sobre osteoporose

A osteoporose é caracterizada pela perda progressiva de massa óssea, que enfraquece os ossos e aumenta o risco de fraturas. É uma doença silenciosa e comum com o avanço da idade, especialmente em mulheres após a menopausa. Prevenir a osteoporose envolve prática de exercícios físicos, alimentação rica em cálcio e vitamina D, e, em alguns casos, suplementação.

O que é osteoporose?

Entender o que é osteoporose é fundamental para evitar complicações. Trata-se de uma doença que causa ossos fracos e frágeis devido à diminuição da densidade mineral óssea (DMO). A DMO reduz quando o organismo destrói mais células ósseas do que consegue reconstruir.

Para ilustrar, é possível comparar a perda progressiva de massa óssea à diferença entre a textura de um suspiro e a clara de um ovo cozido — enquanto o osso saudável é firme e resistente como a clara cozida, o osso osteoporótico se torna leve e quebradiço, como o suspiro.

Tipos

Existem diferentes tipos de osteoporose, classificados de acordo com a causa do enfraquecimento ósseo. Conhecer esses tipos ajuda a entender melhor o diagnóstico e a escolha do tratamento:

Osteoporose primária

Mais comum, está relacionada ao envelhecimento natural. Afeta principalmente mulheres após a menopausa e homens a partir dos 70 anos.

Osteoporose secundária

Decorre do uso prolongado de medicamentos ou doenças, como:

  • diabetes mellitus;
  • doença renal crônica;
  • hiperparatireoidismo;
  • artrite reumatoide;
  • mieloma múltiplo.

Osteoporose idiopática

Rara, sem causa identificada. Afeta crianças, adolescentes, mulheres na pré-menopausa e homens jovens.

Causas da osteoporose

A perda progressiva de massa óssea pode ocorrer por diferentes motivos:

  • envelhecimento e menopausa (queda de estrogênio);
  • deficiência de cálcio e vitamina D;
  • doenças que comprometem a absorção de nutrientes (como doença celíaca);
  • doenças renais crônicas;
  • uso prolongado de medicamentos, como corticoides e anticonvulsivantes.

Fatores de risco da osteoporose

Diversos fatores podem aumentar a chance de desenvolver osteoporose ao longo da vida. Entre eles estão características genéticas, hábitos de vida e condições hormonais ou nutricionais, como:

  • histórico familiar de osteoporose;
  • alimentação pobre em cálcio;
  • baixos níveis de vitamina D;
  • sedentarismo;
  • etnia branca ou asiática;
  • baixo peso corporal;
  • pouca massa muscular;
  • menopausa precoce ou amenorreia;
  • consumo excessivo de álcool e cafeína;
  • tabagismo.

Sintomas

A osteoporose não apresenta sintomas visíveis nas fases iniciais. Normalmente, os sinais surgem quando já há fratura. Os principais sintomas incluem:

  • fraturas por compressão na coluna vertebral (com ou sem dor);
  • fraturas em ossos longos, como fêmur e úmero, mesmo em quedas leves;
  • diminuição da estatura com o tempo;
  • curvatura anormal da coluna (cifose);
  • dor nas costas em casos de fratura vertebral.

Formas de prevenção

Pensar em estratégias para prevenir osteoporose é essencial, especialmente a partir dos 40 anos, quando a densidade óssea tende a diminuir naturalmente. Adotar hábitos saudáveis pode ajudar a preservar a estrutura óssea e reduzir o risco de fraturas, incluindo:

1. Praticar atividade física

Movimentar o corpo com regularidade é uma das formas mais eficazes de prevenir a osteoporose. Os exercícios mais indicados são:

  • caminhada;
  • musculação com carga moderada;
  • subir escadas.

Essas atividades estimulam o fortalecimento dos ossos e melhoram o equilíbrio, o que reduz o risco de quedas.

2. Garantir exposição ao sol

A exposição solar moderada estimula a produção de vitamina D, essencial para a absorção do cálcio. O ideal é:

  • tomar sol por 15 a 30 minutos por dia;
  • priorizar os horários entre 6h e 11h.

3. Evitar o tabagismo e o álcool

O tabagismo compromete a produção de hormônios importantes para o metabolismo ósseo, acelerando a perda de massa óssea com o passar do tempo. Já o consumo excessivo de álcool interfere na absorção de cálcio e favorece a desmineralização dos ossos.

Reduzir ou eliminar esses hábitos é uma medida preventiva eficaz para manter os ossos fortes.

4. Manter uma alimentação equilibrada e, se necessário, suplementação

A alimentação tem papel essencial na manutenção da saúde óssea. Consumir uma dieta rica em cálcio, magnésio e vitamina D, com a presença regular de vegetais, leguminosas, frutas e sementes, contribui para preservar a densidade óssea.

Quando a ingestão desses nutrientes pela alimentação não for suficiente — o que pode ocorrer em dietas restritivas ou em casos de deficiência identificada por exames —, a suplementação pode ser indicada por um profissional de saúde.

Uma forma prática de complementar a ingestão dos nutrientes essenciais para os ossos é por meio da suplementação. O Artimax da Ocean Drop reúne magnésio e vitamina D. Essa combinação contribui para a prevenção da osteoporose, matendo a densidade óssea, auxiliando na absorção adequada do cálcio e favorecendo a função muscular.

Diagnóstico e acompanhamento médico

O diagnóstico precoce da osteoporose é fundamental para evitar complicações. Exames específicos e o acompanhamento com um especialista ajudam a monitorar a densidade óssea e orientar o tratamento adequado.

Exames indicados:

  • densitometria óssea: principal exame para medir a densidade mineral óssea;
  • exames de sangue: avaliam níveis de cálcio, vitamina D, magnésio e função hormonal;
  • radiografias: podem identificar fraturas silenciosas ou sinais de perda óssea.

O acompanhamento com médicos (reumatologista, endocrinologista ou geriatra) permite:

  • avaliar a progressão da doença;
  • ajustar o tratamento conforme a necessidade;
  • prevenir novas fraturas com base em exames de controle.

Manter consultas regulares e repetir a densitometria óssea conforme orientação médica é essencial para o controle da osteoporose.

A osteoporose tem cura?

A osteoporose não tem cura, mas é possível controlar a doença e melhorar a qualidade de vida. O tratamento inclui medicações, suplementação, alimentação equilibrada, prática regular de exercícios físicos e adoção de hábitos saudáveis.

O acompanhamento com profissionais da saúde, como médicos, nutricionistas, fisioterapeutas e educadores físicos, é essencial para indicar a melhor conduta de acordo com o quadro clínico.

Como aliviar a dor da osteoporose?

A osteoporose costuma causar dor apenas em casos de fratura, especialmente nas vértebras da coluna. A dor nas costas pode ser controlada com o uso de medicamentos, fisioterapia e, em alguns casos, colete ortopédico.

Exercícios leves para fortalecer a musculatura das costas também ajudam a aliviar a dor crônica. Repouso prolongado e levantamento de peso devem ser evitados. Em caso de dor persistente, é necessário consultar um médico para avaliação e tratamento adequado.

Quais alimentos pioram a osteoporose?

Alguns alimentos interferem na absorção ou na retenção do cálcio no organismo e devem ser evitados ou consumidos com moderação. O excesso de sódio, por exemplo, aumenta a eliminação de cálcio pela urina. A cafeína e o ácido fosfórico presentes em bebidas como refrigerantes de cola também atrapalham a absorção de minerais importantes para os ossos.

Alimentos que devem ser evitados ou consumidos com moderação:

  • café e chás ricos em cafeína (como preto e verde);
  • refrigerantes à base de cola;
  • bebidas alcoólicas;
  • alimentos industrializados ricos em sódio, como embutidos, temperos prontos, salgadinhos e comidas congeladas.

Confira também:

Alimentos para osteoporose: o que comer e o que evitar


Referências

Foto de Suelen Santos da Costa

Conteúdo criado por especialista:

Suelen Santos da Costa

Nutricionista

Este artigo foi escrito por Suelen Costa dos Santos, nutricionista (CRN 10 – 7816), formada pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Possui pós-graduação em Nutrição Clínica Funcional pela VP – Centro de Nutrição Funcional, uma das instituições mais renomadas da área. Seu trabalho é guiado pelos princípios da nutrição funcional, com foco na promoção da saúde e na individualidade bioquímica.

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