Atualizado em 06 de Janeiro de 2026

Criado por Joana Mazzochi Aguiar - Nutricionista

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Infertilidade masculina: causas mais comuns e como melhorar

Infertilidade masculina
Ilustração sobre Infertilidade masculina

Quando a gravidez não acontece, mesmo após um ano de tentativas, é natural que surjam dúvidas - inclusive sobre a saúde reprodutiva do homem. Estudos mostram que a infertilidade masculina está por trás de até metade dos casos de não concepção do casal. Identificar as causas e adotar medidas de tratamento pode fazer toda a diferença para casais que sonham em ter filhos.

A infertilidade masculina é definida como a incapacidade de engravidar a parceira após 12 meses de relações sexuais frequentes e sem uso de métodos contraceptivos. Esse problema afeta cerca de 15% dos casais*, sendo que fatores masculinos estão presentes isoladamente ou em conjunto em aproximadamente 50% dos casos*.

Por isso, é fundamental incluir o homem na investigação desde o início, com exames específicos como a análise seminal, que avalia volume, concentração, motilidade - capacidade dos espermatozóides se moverem até o óvulo - e sua morfologia (formato), visando identificar sinais de infertilidade masculina.

Principais Causas da Infertilidade Masculina

Diversos fatores podem comprometer a fertilidade do homem, acarretando em baixa qualidade do sêmen ou no funcionamento dos espermatozoides. Entre as causas de infertilidade masculina mais comuns estão:

  • Alterações na produção ou qualidade do sêmen: como oligozoospermia (baixa quantidade de espermatozoides), astenozoospermia (motilidade reduzida) e teratozoospermia (morfologia alterada);
  • Varicocele: uma dilatação anormal das veias testiculares, responsável por até 40% dos casos de infertilidade masculina;
  • Estresse oxidativo: desequilíbrio entre radicais livres e antioxidantes no corpo, podendo danificar a membrana dos espermatozoides e seu DNA;
  • Desequilíbrios hormonais: como alterações nos níveis de testosterona (hormônio masculino essencial para a produção de espermatozoides), FSH e LH, que atuam diretamente na regulação dos testículos e na produção de sêmen;
  • Infecções urogenitais ou ISTs: como clamídia, papilomavírus humano (HPV) e caxumba pós-puberdade, que podem causar inflamações e afetar a fertilidade do homem;
  • Exposição a toxinas ambientais: como pesticidas (substâncias químicas usadas na agricultura), solventes, metais pesados (como chumbo e mercúrio), cigarro e álcool;
  • Obesidade e estilo de vida sedentário: alteram o funcioname

    Como melhorar a fertilidade masculina naturalmente

Alguns hábitos simples do dia a dia podem ter grande impacto na qualidade do sêmen e na saúde reprodutiva masculina. Veja como aumentar a fertilidade masculina com estratégias cientificamente validadas:

Cuidados com a alimentação

Seguir um padrão alimentar semelhante à dieta mediterrânea, caracterizada pelo consumo de vegetais, frutas, grãos integrais, azeite de oliva, peixes e oleaginosas, pode contribuir para melhorar a fertilidade masculina. Esse tipo de dieta é naturalmente rica em fibras, antioxidantes (como vitamina C, vitamina E, selênio e zinco) e ácidos graxos monoinsaturados.

Esses nutrientes estão associados a melhora na qualidade do sêmen e ajudam a proteger os espermatozoides contra danos causados por moléculas instáveis - um processo conhecido como estresse oxidativo, que pode prejudicar a função reprodutiva.*

Inclusão de ômega 3 na rotina

Presente em peixes de águas frias (ex: salmão, sardinha e cavala) e disponível em suplemento, o ômega 3 é uma gordura saudável que contribui para a boa estrutura dos espermatozoides.

Estudos mostram que o ômega 3 contribui para a melhora da quantidade, do formato e da capacidade de movimentação dos espermatozoides, favorecendo a fertilidade masculina.

Muitas vezes não é possível atingir a quantidade necessária somente pela dieta, sendo necessário a suplementação de ômega 3, conforme prescrição do nutricionista e/ou médico.

nto hormonal do organismo e estão associados à menor qualidade do sêmen e menor fertilidade.

Redução do consumo de álcool e eliminação do cigarro

O tabagismo está associado a alterações na morfologia e na motilidade dos espermatozoides, além de aumentar o estresse oxidativo. Já o consumo excessivo de álcool pode interferir na produção hormonal e reduzir a espermatogênese - processo de formação dos espermatozoides. *

Manutenção do peso saudável

O excesso de gordura corporal afeta o equilíbrio hormonal e aumenta a inflamação no organismo, o que prejudica a fertilidade. Por isso, a perda de peso é recomendada quando o Índice de Massa Corporal (IMC) for superior a 30kg/m2.

Prática de atividade física regular

A prática de exercícios físicos tem impacto positivo na fertilidade do homem, especialmente quando realizada de forma moderada e contínua. Atividades como caminhada rápida, corrida leve, natação, musculação e ciclismo em ritmo leve estão entre as mais indicadas. A recomendação geral, também apoiada por sociedades médicas, é de 150 a 300 minutos por semana de atividade aeróbica moderada, combinada com 2 sessões de treino de força muscular por semana. *

Sono de qualidade e manejo do estresse

Noites mal dormidas e altos níveis de estresse estão associados à redução da produção de testosterona e a baixa qualidade do sêmen. Homens que dormem menos de 6 horas por noite, por exemplo, tendem a apresentar menor concentração de esperma e mais alterações hormonais.

Para melhorar a qualidade do sono, recomenda-se: manter horários regulares para dormir e acordar; evitar o uso de telas à noite (celular, TV, computador); reduzir o consumo de cafeína (café, chá preto e chimarrão) após o meio da tarde; criar um ambiente escuro, silencioso e confortável para dormir.

Já para o controle do estresse, técnicas como respiração profunda, meditação guiada, caminhadas ao ar livre e atividade física leve podem ser úteis. Em situações de estresse crônico, buscar suporte psicológico também pode ser fundamental.

Além disso, estudos sugerem que a suplementação de melatonina, além de contribuir para uma boa noite do sono, pode auxiliar no tratamento natural da infertilidade masculina.

Por sua função antioxidante, a melatonina ajuda a proteger os espermatozoides contra danos celulares e melhorar sua motilidade.

Manutenção da temperatura dos testículos

O uso frequente de notebooks no colo, saunas e roupas muito apertadas pode elevar a temperatura testicular, reduzindo a produção de espermatozoides, sendo assim, contra-indicado.

Quando procurar um especialista

É fundamental buscar avaliação médica quando o casal não consegue engravidar após 12 meses de tentativas com relações sexuais frequentes e sem uso de métodos contraceptivos. Além disso, existem sinais e sintomas de infertilidade masculina que indicam a necessidade de procurar um especialista, como:

  • Redução da libido ou disfunção erétil;
  • Dor, inchaço ou presença de veias dilatadas nos testículos (varicocele);
  • Alterações no volume ou na aparência do sêmen;
  • Histórico de doenças como caxumba pós-puberdade, infecções urinárias recorrentes ou ISTs;
  • Exposição prolongada a fatores de risco tais como: calor nos testículos, toxinas ambientais, uso de anabolizantes.

Esta avaliação é geralmente feita por um médico urologista e pode incluir exames como o espermograma, perfil hormonal, ultrassonografia escrotal e testes genéticos, quando necessário.

Diagnosticar precocemente a causa da baixa qualidade do sêmen é essencial para definir o melhor plano de tratamento e aumentar as chances de gravidez.


Referências

Foto de Joana Mazzochi Aguiar

Conteúdo criado por especialista:

Joana Mazzochi Aguiar

Nutricionista

Este artigo foi escrito por Joana Mazzochi Aguiar, nutricionista (CRN 10 – 10934), formada pela Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI). É especialista em Atendimento Nutricional para Cirurgia Bariátrica e atualmente cursa pós-graduação em Saúde da Mulher e Estética pela VP – Centro de Nutrição Funcional, uma das instituições mais renomadas da área. Seu trabalho é guiado pelos princípios da nutrição funcional e do cuidado integral à saúde feminina.

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