Atualizado em 26 de Agosto de 2025

Criado por Suelen Santos da Costa - Nutricionista

Criado por humano

Carregando...

Herpes: o que é, tipos, sintomas, transmissão e tratamento

Ilustração sobre Herpes
Ilustração sobre Herpes

Herpes é uma infecção viral comum, altamente contagiosa e de difícil erradicação. Existem diferentes tipos, sendo o herpes labial e o herpes genital os mais conhecidos. Embora não tenha cura, é possível aliviar os sintomas, reduzir as crises e prevenir a transmissão com cuidados adequados, alimentação equilibrada e fortalecimento da imunidade.

O que é herpes?

Herpes é uma infecção causada pelo vírus herpes simplex (HSV), que permanece no organismo por toda a vida. O vírus se manifesta em forma de lesões com bolhas dolorosas na pele ou mucosas, especialmente na região da boca e dos órgãos genitais. Em algumas pessoas, o vírus permanece inativo, mas pode ser reativado em momentos de baixa imunidade.

Tipos de herpes: HSV‑1 e HSV‑2

Existem dois tipos principais de herpes simplex:

  • HSV‑1 (herpes labial): geralmente atinge a região da boca, provocando bolhas, vermelhidão e dor nos lábios e ao redor da boca;
  • HSV‑2 (herpes genital): afeta a região genital e anal, causando feridas dolorosas, coceira e desconforto ao urinar.

Ambos os tipos podem afetar outras regiões do corpo. Casos de herpes na garganta, nas costas, no nariz ou, até, nos olhos também podem ocorrer, especialmente em situações de imunidade comprometida.

Quais são os sintomas de herpes?

Os sintomas da herpes variam conforme a localização e o tipo do vírus. É comum que os sinais iniciais incluam: coceira, formigamento ou ardência no local afetado; bolhas agrupadas com líquido; dor, vermelhidão e inchaço; formação de crostas após rompimento das bolhas.

Outros sintomas podem incluir: febre; dor de cabeça; ínguas na região afetada; mal‑estar e fadiga.

Como a herpes é transmitida?

A transmissão da herpes ocorre por contato direto com a pele ou secreções da pessoa infectada, mesmo na ausência de lesões visíveis. As formas mais comuns de transmissão incluem: beijo ou contato com saliva contaminada (herpes labial); relação sexual sem preservativo (herpes genital); compartilhamento de objetos, como talheres, copos, toalhas e maquiagens; contato pele a pele com feridas ativas. Evitar essas situações é fundamental para prevenir a contaminação.

Herpes tem cura? Qual o tratamento?

Herpes não tem cura definitiva, pois o vírus permanece no organismo em estado latente. No entanto, o tratamento da herpes ajuda a controlar os sintomas, reduzir o tempo das crises e prevenir novas manifestações. As opções de tratamento para herpes incluem:

  • medicamentos antivirais: aciclovir, valaciclovir, famciclovir;
  • pomadas ou cremes tópicos para alívio local;
  • analgésicos e antitérmicos para dor e febre;
  • cuidados com a higiene da área afetada.

O acompanhamento médico é importante para definir a melhor abordagem, especialmente em casos recorrentes ou durante a gravidez.

Como prevenir a herpes?

A prevenção da herpes envolve cuidados simples e eficazes, como: evitar contato com feridas ou secreções de pessoas infectadas; não compartilhar objetos pessoais; usar preservativos em todas as relações sexuais; lavar bem as mãos após tocar em lesões; fortalecer a imunidade com alimentação equilibrada, sono adequado e controle do estresse. Essas medidas ajudam a prevenir tanto o contágio inicial quanto as reativações do vírus.

O que pode desencadear uma crise de herpes?

Diversos fatores podem reativar o vírus no organismo e causar um novo episódio de herpes. Entre os mais comuns, estão: estresse físico ou emocional; exposição solar intensa; gripe ou infecções respiratórias; alterações hormonais (como menstruação); noites mal dormidas; alimentação pobre em nutrientes. Identificar e evitar esses gatilhos ajuda a manter o vírus inativo.

Qual a relação entre imunidade e herpes?

Existe uma relação direta entre imunidade e herpes. Quando o sistema imunológico está enfraquecido, o corpo fica mais vulnerável à reativação do vírus. Para manter a imunidade alta, recomenda-se: alimentação rica em vitaminas e minerais; sono de qualidade; cuidar da saúde mental, reduzindo o estresse por meio de atividades relaxantes; praticar atividades físicas regularmente, sem excesso; suplementação, quando indicada por profissional de saúde. Um organismo fortalecido é a melhor defesa contra a recorrência das crises.

Conheça 16 sintomas de imunidade baixa

Alimentação e herpes: o que evitar e o que consumir?

A alimentação pode influenciar diretamente a frequência e a intensidade das crises de herpes.

Evitar: chocolate, castanha-do‑pará, amendoim: alimentos ricos em arginina, que favorecem a replicação viral; álcool, açúcar e ultraprocessados também estão entre os alimentos que pioram a herpes.

Consumir: alimentos com lisina: peixes, ovos, frango e iogurte; vegetais verdes escuros e frutas cítricas; suplementos com lisina, zinco, vitamina C e vitamina B12, quando recomendados. Uma opção prática é o Immunity Guard, que reúne nutrientes como lisina, vitamina C e zinco — todos associados ao fortalecimento do sistema imune e à prevenção de infecções recorrentes, como a herpes. Seu uso deve ser orientado por profissional de saúde, especialmente em casos de baixa imunidade ou crises frequentes.

Quando procurar ajuda médica?

É indicado procurar um profissional de saúde nas seguintes situações: primeiros sintomas de herpes; crises frequentes ou intensas; herpes em gestantes; herpes ocular ou disseminada; dor intensa ou sinais de infecção secundária (como pus e febre alta). O diagnóstico correto e o tratamento precoce são essenciais para evitar complicações e melhorar a qualidade de vida.

Referências

Foto de Suelen Santos da Costa

Conteúdo criado por especialista:

Suelen Santos da Costa

Nutricionista

Este artigo foi escrito por Suelen Costa dos Santos, nutricionista (CRN 10 – 7816), formada pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Possui pós-graduação em Nutrição Clínica Funcional pela VP – Centro de Nutrição Funcional, uma das instituições mais renomadas da área. Seu trabalho é guiado pelos princípios da nutrição funcional, com foco na promoção da saúde e na individualidade bioquímica.

Saiba mais sobre Suelen Santos da Costa