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Disbiose intestinal: sintomas, causas e tratamento

A disbiose é uma condição que ocorre quando há um desequilíbrio na microbiota intestinal (antigamente conhecida como flora intestinal) – a comunidade de bactérias, fungos, arqueas e vírus que habitam o trato gastrointestinal.

Os sintomas da disbiose intestinal podem ser temporários e leves, incluindo dor de estômago, náusea, gases, diarreia ou prisão de ventre. Em muitos casos, o organismo pode corrigi-los sem intervenção médica. No entanto, se eles forem graves e permanecerem, é fundamental consultar um médico gastroenterologista para uma avaliação adequada.

Diversos fatores podem ser causas da disbiose, incluindo uma dieta rica em proteínas e gorduras e baixa em fibras, o uso de certos medicamentos e o estresse. Além disso, a disbiose pode ser um fator de risco para condições, como síndrome do intestino irritável, síndrome do intestino permeável, colite e doença de Crohn.

Para o tratamento da disbiose intestinal, é essencial realizar mudanças na dieta, adotar melhores cuidados com a saúde e, em alguns casos, utilizar suplementos alimentares contendo probióticos ou vitaminas. Continue a leitura para entender tudo sobre o assunto!

Sintomas de disbiose intestinal

A disbiose intestinal pode causar uma variedade de sintomas, dependendo da área do intestino afetada e dos tipos de bactérias envolvidas no desequilíbrio. Os principais sintomas de disbiose intestinal incluem:

  • constipação ou diarreia: alterações no padrão intestinal são comuns e podem se manifestar como prisão de ventre ou evacuações frequentes e líquidas;
  • alterações urinárias: problemas urinários podem surgir devido à proximidade anatômica e interação entre o trato intestinal e urinário;
  • coceira vaginal e/ou retal: irritação e prurido nas áreas genitais e anais são sintomas de disbiose frequentes;
  • inchaço: sensação de estufamento abdominal pode ocorrer;
  • náusea e vômitos: sensação de mal-estar no estômago, que pode levar ao vômito é comum;
  • excesso de gases e arrotos: produção excessiva de gases intestinais pode resultar em desconforto;
  • dor de estômago: desconforto abdominal geral;
  • halitose (mau hálito): desequilíbrios intestinais podem refletir na qualidade do hálito;
  • erupção cutânea ou vermelhidão: alterações na pele podem ser um reflexo do desequilíbrio intestinal;
  • fadiga e problemas de concentração: cansaço constante e dificuldade em manter o foco podem estar associados;
  • ansiedade e depressão: distúrbios emocionais podem surgir ou se agravar devido à disbiose;
  • muco nas fezes: presença de muco pode ser um sinal de inflamação intestinal.

Como é feito o diagnóstico? 

Afinal, existe um exame para disbiose intestinal? Na verdade, o diagnóstico da disbiose envolve, principalmente, uma avaliação clínica detalhada, baseada nos sintomas relatados pelo paciente que são coletados a partir de uma anamnese completa. No entanto, existem - sim - alguns testes de diagnóstico para disbiose. Entre eles estão:

  • teste de ácidos orgânicos: uma amostra de urina é analisada para verificar níveis anormais de ácidos produzidos por bactérias, indicando um possível desequilíbrio;
  • teste de indican urinário: teste de indican urinário avalia a quantidade de indican na urina, uma substância produzida em resposta à alimentação. Um aumento na eliminação de indican pode indicar um desequilíbrio na flora intestinal.
  • análise digestiva abrangente de fezes (CDSA): uma amostra de fezes é coletada e analisada em laboratório para identificar quais bactérias, leveduras ou fungos estão presentes;
  • teste de respiração de hidrogênio: após beber uma solução de açúcar, o paciente respira em um balão especial. Os gases no balão são analisados para detectar desequilíbrios bacterianos, frequentemente usado para diagnosticar o supercrescimento bacteriano do intestino delgado (SIBO);
  • exames de sangue: para verificar marcadores de inflamação e outras anomalias;
  • testes de intolerância alimentar: para identificar possíveis reações adversas a alimentos;
  • endoscopia ou colonoscopia: em casos mais graves, para visualizar diretamente o estado do trato gastrointestinal.

Consultar um gastroenterologista é essencial para obter um diagnóstico preciso e descobrir exatamente como curar a disbiose intestinal.

Causas comuns da disbiose intestinal

A microbiota intestinal é frágil. Entre as explicações do que leva a ter disbiose estão condições multifatoriais, incluindo:

Dieta inadequada

A alimentação desempenha um papel crucial na saúde intestinal. Dietas ricas em proteínas animais (como carnes, peixes e ovos), alimentos ultraprocessados, açúcares e gorduras podem promover a inflamação e o desequilíbrio da microbiota intestinal. A ingestão insuficiente de fibras também contribui para a disbiose.

Por isso, é importante desenvolver um bom cardápio para tratar a disbiose intestinal com o auxílio de um nutricionista.

Uso excessivo de medicamentos

O uso frequente e prolongado de antibióticos, laxantes, corticoides e antiácidos pode eliminar bactérias benéficas do intestino e permitir o crescimento excessivo de bactérias nocivas, levando ao desequilíbrio da microbiota.

Estresse emocional

O estresse crônico afeta negativamente o equilíbrio das bactérias intestinais, contribuindo para a disbiose.

Sedentarismo

A falta de atividade física regular pode impactar negativamente a composição da microbiota intestinal.

Consumo de álcool

O consumo exagerado de bebidas alcoólicas pode prejudicar a microbiota e levar à disbiose.

Infecções

Infecções intestinais podem perturbar o equilíbrio das bactérias no intestino.

Quimioterapia e outras terapias médicas

Tratamentos agressivos, como a quimioterapia, podem causar desequilíbrios na microbiota.

Doenças autoimunes e hepáticas

Condições, como doenças autoimunes e problemas hepáticos, podem influenciar negativamente a microbiota intestinal.

Doenças intestinais pré-existentes

Síndrome do Intestino Irritável (IBS), diverticulite e doença inflamatória intestinal, por exemplo, podem ser causas da disbiose.

Outros fatores

Além dessas causas principais de disbiose intestinal, a idade e fatores genéticos também podem influenciar no seu desenvolvimento. Cada indivíduo pode ter uma resposta diferente a esses fatores, tornando o diagnóstico e tratamento personalizado essencial.

Tratamentos eficazes para disbiose intestinal

O tratamento da disbiose intestinal abrange uma variedade de abordagens para restaurar o equilíbrio da microbiota e melhorar a saúde digestiva. Aqui estão algumas opções eficazes:

Ajustes na dieta

Uma das formas mais fundamentais de tratar a disbiose é através de mudanças na alimentação. Priorizar alimentos ricos em fibras, como feijão, frutas com casca e vegetais frescos, ajuda a aumentar a diversidade das bactérias benéficas no intestino.

Entre as formas de como tratar disbiose intestinal naturalmente, também está evitar o consumo excessivo de gorduras saturadas e açúcares, pois esses nutrientes podem favorecer microrganismos patogênicos.

Alimentos e suplementos probióticos

Além de adequar a dieta para disbiose, incluir suplementos, como os probióticos, é uma ótima estratégia. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), os probióticos são microrganismos vivos que, quando administrados em quantidades apropriadas, conferem benefícios à saúde de seus hospedeiros - no caso, nós, humanos.

“E qual o melhor probiótico para o intestino?” Os mais conhecidos são os lactobacilos e as bifidobactérias, pois são bactérias regulamentadas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Eles também estão presentes em diversos alimentos, confira abaixo alguns deles:

  • iogurte natural: umas das fontes de probióticos para disbiose encontradas no mercado. No entanto, algumas versões com sabor também mantêm as bactérias benéficas vivas. Você deve conferir o rótulo para verificar a informação;
  • leite fermentado: é um produto especial que geralmente contém Lactobacillus adicionados pela indústria. Ele é encontrado em embalagens bem pequenas e a venda é de fácil acesso, pois as marcas fabricantes são de conhecimento comum;
  • kombucha e kefir: considerados remédios caseiros para disbiose, possibilitam a produção de bebidas probióticas em casa. O primeiro realiza o processo de fermentação a partir de alguns tipos de chá, já o segundo, a partir do leite ou água. É preciso tomar cuidado com a contaminação e a manutenção do cultivo em ambos.

Alimentos e suplementos prebióticos

Os prebióticos são elementos não digeríveis que servem de alimento para as bactérias intestinais “do bem”. Não basta apenas repô-las para evitar a disbiose, é preciso garantir substratos, ou seja, combustível para elas continuarem trabalhando. São exemplos de prebióticos os alimentos ricos em alguns tipos de fibras, como frutooligossacarídeos (FOS), pectina, ligninas e inulina.

A seguir, separamos uma lista com possibilidades para você incluir na dieta e garantir a boa saúde da microbiota:

  • cebola: rica em inulina e frutooligossacarídeos, dois tipos de prebióticos. Esse vegetal, portanto, serve de alimento para as bactérias do bem do intestino e ajuda a fortalecer o sistema imunológico, facilita a digestão, entre outros benefícios.
  • aveia: ricos em fibra, principalmente beta-glucana, alimento para as bactérias benéficas do intestino. Visto isso, elas ajudam a colonizar positivamente o órgão e, de quebra, reduzem o risco de diversas doenças e fortalecem a imunidade.
  • psyllium: fonte de fibras solúveis que auxiliam no funcionamento adequado do intestino – o que gera inúmeros outros benefícios à saúde. Um estudo avaliou a suplementação de psyllium em pacientes constipados e observou alterações significativas na microbiota.

Terapias de reposição da flora intestinal

Em casos mais graves, como após o uso prolongado de antibióticos, pode ser necessário considerar terapias de reposição da flora intestinal. O transplante fecal, por exemplo, é uma técnica onde fezes de um doador saudável são transplantadas para o intestino do paciente para restaurar a diversidade bacteriana.

Medidas comportamentais

Aspectos comportamentais, como evitar fumar, moderar o consumo de álcool, gerenciar o estresse e manter um estilo de vida ativo também são importantes para manter o equilíbrio da microbiota intestinal.

Cardápio para disbiose

Para promover uma boa saúde intestinal, é essencial adotar um cardápio equilibrado que favoreça o desenvolvimento de uma flora intestinal saudável. A seguir, apresentamos sugestões de alimentos que podem ser incluídos no seu dia a dia:

Café da manhã:

  • opção 1: aveia com frutas vermelhas e sementes de chia;
  • opção 2: smoothie de kefir com banana e espinafre;
  • opção 3: omelete de ovos com espinafre e cogumelos.

Lanche da manhã:

  • opção 1: mix de castanhas e frutas secas;
  • opção 2: iogurte natural com granola e mel.

Almoço:

  • opção 1: salada verde com quinoa, legumes grelhados e peito de frango;
  • opção 2: peixe assado com batata-doce e brócolis no vapor;
  • opção 3: estrogonofe de cogumelos com arroz integral.

Lanche da tarde:

  • opção 1: frutas da estação com uma porção de nuts (castanhas, nozes, amêndoas);
  • opção 2: smoothie de abacate com leite de amêndoas e cacau em pó.

Jantar:

  • opção 1: sopa de legumes com lentilhas;
  • opção 2: salada de folhas verdes com tomate cereja, cenoura ralada, quinoa e peito de frango grelhado;
  • opção 3: risoto integral de cogumelos.

Ceia:

  • opção 1: chá para disbiose de camomila ou hortelã;
  • opção 2: um pequeno punhado de amêndoas ou nozes.

Dicas extras:

  • beba bastante água ao longo do dia para manter a hidratação;
  • evite alimentos ultraprocessados, ricos em açúcares e gorduras saturadas;
  • inclua alimentos ricos em fibras, como frutas, verduras, legumes e grãos integrais;
  • probióticos naturais, como iogurte e kefir, podem ser ótimos aliados para equilibrar a flora intestinal;
  • atualmente, não há evidências científicas sólidas que comprovem a eficácia de chás específicos no tratamento direto da disbiose intestinal. No entanto, alguns deles podem oferecer benefícios gerais para a saúde digestiva e intestinal, ajudando indiretamente a promover um ambiente intestinal mais saudável. 

Conteúdo escrito pela nutricionista Suelen Santos da Costa, CRN10 7816. Suelen é graduada pela Universidade Federal de Pelotas e possui Pós-Graduação em Nutrição Clínica Funcional pela VP Centro de Nutrição Funcional.

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