Atualizado em 08 de Julho de 2025

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Como evitar a calvície: dicas, cuidados e tratamentos

Ilustração sobre prevenção da calvície
Ilustração sobre prevenção da calvície

Você já se perguntou por que algumas pessoas perdem cabelo mais cedo, enquanto outras mantêm os fios por toda a vida? A resposta pode estar nos genes, hormônios e estilo de vida de cada um. A alopecia androgenética, ou calvície comum, é a principal responsável pela queda capilar em homens e mulheres. Mas você sabia que existe um teste genético que pode prever suas chances de desenvolver alopécia? Essa descoberta pode transformar a forma como cuidamos do nosso cabelo, ajudando a entender como evitar a calvície ou retardar sua progressão antes que o problema avance.

Gostou e quer saber como a calvície acontece e, o mais importante, o que você pode fazer para evitá-la? Continue lendo e descubra as principais causas dessa condição, os fatores que podem piorá-la e estratégias que realmente funcionam para proteger seus fios e manter a saúde capilar!

O que causa a calvície?

A calvície tem como principal causa fatores genéticos e hormonais. A predisposição hereditária, herdada dos pais, torna os folículos capilares sensíveis à ação do hormônio di-hidrotestosterona (DHT), que é um dos principais desencadeadores dessa condição. No entanto, a verdade é, que a calvície é multifatorial e pode ser influenciada por elementos ambientais e comportamentais.

É importante destacar que nem toda queda de cabelo é calvície. Existem diferentes tipos que podem ser confundidos com ela, cada um com suas próprias causas e características. Saiba mais sobre essas condições e o que as diferencia:

1. Alopecia androgenética (calvície comum)

A alopecia androgenética, ou calvície comum, é o tipo mais frequente de queda de cabelo, com origem principalmente genética. A predisposição hereditária torna os folículos capilares sensíveis à ação dos hormônios masculinos, como a testosterona e a di-hidrotestosterona (DHT). Esses hormônios promovem a miniaturização progressiva dos fios, levando à sua atrofia e eventual queda.

Embora a hereditariedade seja o principal fator, outros elementos podem agravar a condição, como:

  • idade: a progressão da calvície tende a ser mais acentuada com o envelhecimento;
  • mudanças hormonais: períodos, como a menopausa ou o uso de suplementação hormonal, podem acelerar o quadro;
  • estresse: o aumento nos níveis de cortisol, provocado por situações de estresse, interfere no ciclo natural de crescimento dos fios, contribuindo para sua queda;
  • hábitos de vida inadequados: alimentação pobre em nutrientes, uso excessivo de produtos químicos (alisamentos, tinturas) e penteados que exercem tração excessiva enfraquecem os fios e podem piorar a calvície.

2. Alopecia areata

A alopecia areata é uma doença autoimune caracterizada pela queda de cabelo em áreas específicas do couro cabeludo ou do corpo. A condição ocorre quando o sistema imunológico ataca os folículos capilares, podendo ser desencadeada ou agravada por uma combinação de fatores:

  • fatores genéticos: a alopecia areata está associada a variações genéticas específicas, mas nem todas as pessoas com essas predisposições desenvolvem a doença;
  • fatores emocionais: estresse, ansiedade e crises emocionais são gatilhos comuns para o surgimento ou agravamento do quadro;
  • fatores infecciosos: infecções causadas por fungos ou bactérias podem desencadear a condição ou piorar os sintomas;
  • fatores traumáticos: traumas físicos no couro cabeludo ou em outras regiões do corpo podem contribuir para o desenvolvimento da alopecia areata;
  • outros fatores: a deficiência de vitamina D, doenças autoimunes, como lúpus e vitiligo, diabetes, reações alérgicas, tratamentos oncológicos (como quimioterapia) e o uso de produtos químicos agressivos também podem estar relacionados à queda de cabelo.

3. Eflúvio telógeno

O eflúvio telógeno é uma condição caracterizada pela queda excessiva de cabelo, ocorrendo quando muitos fios entram prematuramente na fase de queda. Pode ser temporário (agudo) ou prolongado (crônico), dependendo da duração e da persistência dos fatores desencadeantes. As causas mais comuns incluem:

  • eventos estressantes: cirurgias, traumas emocionais ou perda de peso rápida;
  • alterações hormonais: gravidez, pós-parto, menopausa e desequilíbrios hormonais;
  • doenças metabólicas: como diabetes;
  • doenças autoimunes: lúpus eritematoso é um exemplo;
  • infecções: como sífilis e AIDS;
  • problemas no couro cabeludo: dermatite seborreica ou outras doenças de pele;
  • deficiências nutricionais: falta de ferro, zinco e outros nutrientes essenciais;
  • uso de medicamentos: anticoncepcionais hormonais, estatinas e suplementos com excesso de vitamina A.

O eflúvio telógeno geralmente ocorre até três meses após o evento desencadeante (na forma aguda), mas, se persistir por longos períodos, pode ser considerado crônico. Essa condição requer avaliação de um especialista para identificar a causa subjacente e determinar o melhor tratamento.

4. Alopecia cicatricial

A alopecia cicatricial é uma condição que provoca a perda de cabelo de forma permanente devido a danos irreversíveis nos folículos capilares. O processo inflamatório desencadeia uma resposta autoimune no organismo, formando cicatrizes que impedem o nascimento de novos fios. Além do couro cabeludo, essa condição também pode afetar outras áreas, como as sobrancelhas, causando afinamento e perda dos fios.

As principais causas incluem:

  • doenças inflamatórias ou autoimunes: como lúpus eritematoso e sarcoidose;
  • uso de produtos químicos agressivos: alisantes ou relaxantes capilares;
  • traumas no couro cabeludo: incluindo queimaduras e ferimentos;
  • infecções na pele: que levam à inflamação e formação de cicatrizes;
  • radioterapia ou tumores: que afetam o couro cabeludo;
  • distúrbios cutâneos primários: condições que diretamente danificam a pele;
  • genodermatoses: doenças raras de origem genética que afetam a estrutura da pele.

A alopecia cicatricial requer diagnóstico e tratamento precoce por um dermatologista para evitar que o quadro se agrave e comprometa ainda mais a saúde capilar.

Como evitar a calvície: um guia completo com dicas e cuidados

Agora que você já conhece as principais causas, fica mais fácil entender como prevenir a calvície masculina e feminina. Apesar da predisposição genética ser inevitável, existem várias estratégias que podem ajudar a retardar ou minimizar a perda de cabelo. A combinação de mudanças no estilo de vida, tratamentos médicos e cuidados estéticos pode fazer toda a diferença:

1. Invista em uma alimentação saudável

A saúde capilar começa de dentro para fora. Uma dieta rica em nutrientes essenciais fortalece os fios e protege os folículos capilares. Entre os principais alimentos que evitam calvície estão fontes de:

  • proteínas: promovem a formação de queratina, essencial para o cabelo. Inclua carnes magras, ovos e leguminosas;
  • ferro e zinco: evitam a queda associada a deficiências nutricionais;
  • vitaminas A, D e do complexo B: estimulam o crescimento e mantêm a saúde capilar;
  • antioxidantes: presentes em frutas e vegetais, ajudam a combater o estresse oxidativo que danifica os folículos.

2. Controle o estresse

Uma das melhores formas de como evitar calvície hereditária​ é controlar os fatores ambientais, principalmente relacionados ao estresse. O estresse elevado aumenta os níveis de cortisol, um hormônio que pode interferir no ciclo natural de crescimento capilar. Para reduzir os impactos:

  • pratique técnicas de relaxamento, como meditação ou yoga;
  • inclua exercícios físicos na sua rotina;
  • priorize um sono de qualidade, essencial para a regeneração dos folículos.

3. Evite hábitos prejudiciais

Alguns hábitos podem acelerar a perda capilar. Atenção para:

  • produtos químicos: alisamentos, tinturas e relaxantes enfraquecem os fios. Prefira opções mais suaves e naturais;
  • tração excessiva: evite penteados apertados, como rabos de cavalo e tranças, que causam alopecia por tração;
  • higiene inadequada: lave o cabelo regularmente com shampoos adequados ao seu tipo de couro cabeludo para evitar obstrução dos folículos.

4. Use medicamentos indicados por especialistas

Existem opções eficazes de remédios para evitar a calvície​, mas o uso deve ser supervisionado por um dermatologista ou tricologista:

  • Minoxidil: estimula o fluxo sanguíneo no couro cabeludo, promovendo o crescimento capilar;
  • Finasterida e Dutasterida: inibem a ação da enzima 5-alfa-redutase, reduzindo os níveis de DHT e retardando a queda;
  • suplementos nutricionais: biotina, colágeno e vitaminas específicas podem complementar a dieta.

5. Considere procedimentos estéticos avançados

Pode-se prevenir calvície genética através de alguns procedimentos realizados por profissionais qualificados, como:

  • microagulhamento: estimula a circulação e a produção de colágeno no couro cabeludo;
  • laser de baixa intensidade: melhora a densidade capilar e prolonga a fase de crescimento dos fios;
  • PRP (Plasma Rico em Plaquetas): utiliza fatores de crescimento para regenerar os folículos;
  • tratamentos anti-DHT: reduzem a ação dos hormônios que afetam os folículos capilares.

6. Faça consultas regulares com um especialista

Um diagnóstico precoce é essencial para personalizar o tratamento. Um tricologista pode:

  • identificar a causa exata da queda capilar;
  • recomendar medicamentos ou procedimentos adequados;
  • monitorar a evolução do tratamento para maximizar os resultados.

Estratégias, incluindo manter uma alimentação balanceada, controlar o estresse, utilizar medicamentos específicos e investir em procedimentos estéticos, são ferramentas poderosas de tratamentos para evitar a calvície​. Quanto mais cedo essas medidas forem adotadas, maiores são as chances de preservar a saúde dos seus fios.

Mas como saber se você tem maior predisposição para desenvolver calvície? É aqui que entra o teste genético da Ocean Drop em parceria com a Genera. Esse exame analisa um marcador genético presente no gene HDAC4, responsável por influenciar diretamente os folículos capilares. Pessoas que possuem o alelo A nesse marcador apresentam maior predisposição para a calvície, mas o resultado não é definitivo — fatores, como hormônios, ambiente e estilo de vida também desempenham um papel crucial.

Tratamentos e remédios para a calvície

Quando o assunto é calvície, prevenção e tratamento caminham lado a lado. As mesmas medidas usadas para prevenir a queda de cabelo também são eficazes como tratamento, especialmente nos estágios iniciais. Essas estratégias ajudam a retardar a progressão da calvície, fortalecer os fios e estimular o crescimento capilar.

No entanto, quando a calvície já está avançada e os folículos capilares foram completamente danificados, o transplante capilar pode ser a melhor opção. Esse procedimento é indicado para casos em que as áreas calvas não respondem mais a tratamentos convencionais. O transplante consiste em:

  • retirar fios saudáveis de áreas doadoras (geralmente a nuca);
  • implantá-los nas regiões calvas do couro cabeludo.

Referências

Foto de Suelen Santos da Costa

Conteúdo criado por especialista:

Suelen Santos da Costa

Nutricionista

Este artigo foi escrito por Suelen Costa dos Santos, nutricionista (CRN 10 – 7816), formada pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Possui pós-graduação em Nutrição Clínica Funcional pela VP – Centro de Nutrição Funcional, uma das instituições mais renomadas da área. Seu trabalho é guiado pelos princípios da nutrição funcional, com foco na promoção da saúde e na individualidade bioquímica.

Saiba mais sobre Suelen Santos da Costa

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