Atualizado em 23 de Março de 2026

Criado por Suelen Santos da Costa - Nutricionista

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Como eliminar gases rápido: 12 formas que funcionam

como eliminar gases

Para eliminar gases rapidamente, movimente o corpo, faça massagens abdominais e consuma chás digestivos como hortelã e erva-doce, evitando alimentos que aumentam a fermentação.

Essas práticas simples ajudam a estimular o funcionamento intestinal e reduzir o desconforto abdominal no dia a dia, sem a necessidade de intervenções complexas.

Ao longo do conteúdo, você vai entender como aplicar cada estratégia de forma eficaz e melhorar sua digestão. Continue a leitura para saber mais.

12 dicas de como eliminar gases de forma rápida

Eliminar gases intestinais pode trazer alívio imediato para sintomas como inchaço, dor abdominal e sensação de peso.

A seguir, estão reunidas algumas estratégias simples e baseadas em evidências para quem busca como eliminar gases rapidamente—desde técnicas físicas até ajustes na alimentação e hábitos do dia a dia.

1. Adotar uma posição para eliminar gases

Algumas posições específicas podem ajudar o corpo a liberar o ar acumulado. Por exemplo:

  • Deitar-se de barriga para cima e trazer os joelhos em direção ao peito, pressionando levemente o abdômen, pode facilitar a saída dos gases;
  • Permanecer nessa posição por cerca de 30 segundos, relaxar e repetir o movimento pode gerar alívio de forma simples e segura, inclusive em crianças.

2. Experimentar massagens abdominais

Movimentos circulares na barriga estimulam o trânsito intestinal e podem ajudar na liberação de gases:

  • O ideal é começar pelo lado inferior direito do abdômen e seguir um trajeto no sentido horário;
  • A aplicação de óleos ou cremes pode facilitar a massagem e aumentar a eficácia.

3. Praticar exercícios para eliminar gases

Atividades físicas leves são aliadas naturais para estimular os movimentos intestinais:

  • Caminhar após as refeições pode acelerar o esvaziamento gástrico e reduzir a formação de gases;
  • Posturas de ioga, como a posição do “bebê feliz”, também ajudam a pressionar o abdômen de forma suave.

4. Aplicar calor na região abdominal

O uso de compressas mornas pode aliviar a tensão muscular e ajudar na eliminação dos gases. Uma bolsa térmica na barriga por cerca de 15 minutos promove relaxamento e alivia cólicas associadas ao quadro.

5. Apostar em um chá para eliminar gases

Algumas ervas têm ação antiespasmódica e ajudam a acalmar o sistema digestivo:

  • Erva-cidreira com funcho, hortelã, camomila e gengibre são exemplos comumente utilizados;
  • A infusão pode ser feita com uma colher da erva para uma xícara de água quente, deixando repousar por 10 minutos.

6. Consumir alimentos que eliminam gases

A alimentação pode atuar tanto na prevenção quanto no alívio:

  • Mamão, abacaxi e kiwi possuem enzimas digestivas que facilitam a digestão;
  • Hortelã e gengibre ajudam a relaxar o trato intestinal;
  • Aveia e iogurtes naturais com probióticos favorecem o equilíbrio da microbiota intestinal;
  • Alimentos ricos em fibras, como frutas, vegetais e cereais integrais, ajudam a regular o intestino.

Quando a ingestão de fibras está abaixo do ideal, o uso de um suplemento prebiótico pode ser uma opção eficaz.

Estudos indicam que os prebióticos estimulam o crescimento de bactérias benéficas, o que contribui para a redução de gases e outros sintomas relacionados à disbiose intestinal.

Manter uma boa hidratação também é essencial para o funcionamento intestinal adequado e para evitar a formação excessiva de gases.

7. Reduzir o consumo de alimentos que causam gases

Alguns alimentos favorecem a fermentação intestinal e o aumento da produção de gases:

  • Leguminosas (feijão, lentilha, grão-de-bico);
  • Vegetais crucíferos (brócolis, couve-flor, repolho);
  • Laticínios em pessoas com intolerância à lactose;
  • Refrigerantes e produtos ultraprocessados com açúcares simples.

A moderação no consumo e o preparo adequado desses alimentos podem reduzir o desconforto.

8. Tomar água morna com bicarbonato de sódio

Essa combinação pode ajudar a neutralizar a acidez estomacal e reduzir a formação de gases. Misturar meia colher de chá de bicarbonato em um copo de água morna e ingerir lentamente pode trazer alívio em alguns casos.

9. Ingerir enzimas digestivas

Indivíduos com intolerâncias alimentares podem se beneficiar do uso de enzimas específicas. Suplementos com lactase (para lactose) ou alfa-galactosidase (para certos vegetais e leguminosas) auxiliam na digestão e reduzem o risco de formação de gases.

10. Tomar medicamentos antigases

Produtos de venda livre como simeticona e carvão ativado são frequentemente utilizados. Ambos atuam na redução do volume de gases no trato digestivo e podem ser usados com orientação farmacêutica.

11. Utilizar clister ou mini-enema

Quando há constipação associada, a retenção de fezes pode piorar os sintomas. O uso pontual de enemas de glicerina pode auxiliar na evacuação e aliviar os gases retidos.

12. Manter a hidratação

Beber água regularmente melhora a digestão e facilita o trânsito intestinal. A hidratação adequada também previne o ressecamento das fezes, o que é bom para eliminar gases.

Quando o excesso de gases é preocupante?

Sentir-se inchado ou com acúmulo de gases após refeições fartas, ricas em fibras ou após consumir certos alimentos é algo comum e geralmente não representa risco à saúde.

Mudanças na dieta, ingestão de bebidas gaseificadas ou até o hábito de comer rápido também podem provocar a formação temporária de gases.

No entanto, existem situações em que o excesso de gases intestinais pode estar relacionado a condições mais sérias e merecem atenção médica. A seguir, alguns sinais de alerta:

  • Dor abdominal intensa ou persistente: diferente do desconforto leve comum dos gases, dores mais severas ou contínuas podem indicar problemas como síndrome do intestino irritável, obstruções ou alterações na vesícula biliar;
  • Alterações no padrão intestinal: mudanças na frequência ou consistência das fezes, como diarreia ou constipação acompanhadas de gases, podem sinalizar disfunções digestivas;
  • Presença de sangue nas fezes: sangue visível ou oculto pode estar relacionado a úlceras, hemorragias internas ou doenças como câncer colorretal;
  • Perda de peso não intencional: emagrecimento sem motivo aparente pode ser um indicativo de condições como doença de Crohn, doença celíaca ou outras inflamações intestinais;
  • Odor muito forte e persistente: gases naturalmente têm cheiro, mas quando o odor é intensamente desagradável e frequente, pode sugerir desequilíbrio da microbiota intestinal ou infecções;
  • Náuseas e vômitos: esses sintomas associados ao excesso de gases podem indicar bloqueios intestinais ou distúrbios mais sérios.

Quando procurar um profissional?

Se algum dos sintomas acima estiver presente, ou se os gases estiverem afetando significativamente a qualidade de vida, é recomendável procurar avaliação médica.

O gastroenterologista é o profissional indicado para investigar as causas e propor como eliminar gases intestinais da forma correta, que pode incluir exames diagnósticos, ajustes na alimentação com apoio de nutricionista e, se necessário, o uso de medicamentos.

Quando o excesso de gases se torna incômodo ou acompanha sintomas preocupantes, entender o que fazer para eliminar gases e buscar orientação profissional pode fazer toda a diferença para a saúde digestiva e o bem-estar.

Referências

Este conteúdo possui caráter informativo e é baseado em literatura científica. O uso de suplementos alimentares deve ser avaliado por profissional de saúde, especialmente em casos de gestantes, lactantes, pessoas com condições clínicas ou em uso de medicamentos. A rotulagem dos produtos segue as diretrizes regulatórias da Anvisa.

Foto de Suelen Santos da Costa

Conteúdo criado por especialista:

Suelen Santos da Costa

Nutricionista

Este artigo foi escrito por Suelen Costa dos Santos, nutricionista (CRN 10 – 7816), formada pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Possui pós-graduação em Nutrição Clínica Funcional pela VP – Centro de Nutrição Funcional, uma das instituições mais renomadas da área. Seu trabalho é guiado pelos princípios da nutrição funcional, com foco na promoção da saúde e na individualidade bioquímica.

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