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Acetilcisteína: propriedades, benefícios e orientações de uso

Você sofre ou já sofreu com problemas respiratórios, como bronquite ou pneumonia? Se a resposta for sim, você possivelmente já entrou em contato com a acetilcisteína e nem imagina.

A acetilcisteína ou NAC, é um potente expectorante que auxilia na eliminação da secreção causada por inflamações que comprometem o sistema respiratório. Além disso, recentemente o NAC vem recebendo atenção devido ao seu potencial antioxidante sendo estudado em várias condições médicas, incluindo distúrbios neurológicos, doenças pulmonares e transtornos psiquiátricos. 

A seguir, saiba tudo sobre a acetilcisteína: para que serve, indicação e como usar.

O que é Acetilcisteína?

A acetilcisteína, ou n-acetilcisteína (NAC), é um composto químico, derivado de um aminoácido chamado cisteína. A acetilcisteína faz parte da formação de outro composto, chamado glutationa (GSH). Esse composto atua no organismo como antioxidante, reduzindo o processo inflamatório e neutralizando toxinas prejudiciais para a saúde.

A acetilcisteína age como um anti-inflamatório no trato respiratório, ajudando a reduzir a inflamação causada por substâncias que provocam problemas nessa área. Ela faz isso ao formar a glutationa.  Logo, o maior foco de atuação do anti inflamatório formado pela acetilcisteína, é nas condições inflamatórias que envolvem secreção de muco. 

Para que serve e quais as principais indicações da Acetilcisteína

A acetilcisteína é uma substância que funciona como expectorante e combate inflamações, especialmente de cunho respiratório. Por aliviar a secreção da mucosa nas vias respiratórias, a acetilcisteína serve para amenizar a tosse, a secreção nasal e dores de cabeça causadas pela pressão do muco nos seios nasais.

Segundo um estudo, a acetilcisteína tem sido usada como agente terapêutico no tratamento de diversas doenças respiratórias, mostrando resultados positivos na melhora da capacidade pulmonar e resposta antiinflamatória a essas condições. 

Um estudo de revisão, comparou o uso de acetilcisteína com placebo em pacientes com bronquite, também conhecida como doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC). Os autores concluíram que o uso de acetilcisteína reduz o risco de exacerbações e trouxe melhoras dos sintomas em doentes com DPOC, comparativamente ao placebo e sem aumentar o risco de efeitos secundários.

Outro estudo traz vários ensaios que relatam a eficácia e segurança da acetilcisteína para o tratamento da doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e da fibrose pulmonar idiopática (FPI).

Além do seu efeito antiinflamatório, a acetilcisteína atua aumentando a atividade de secreção das células alveolares, presentes no pulmão, levando ao aumento da expectoração. A acetilcisteína também apresenta propriedades antimicrobianas contra vários patógenos respiratórios. Dessa forma, os mecanismos pelos quais a acetilcisteína atua nas doenças respiratórias não se limitam à sua atividade antioxidante, como afirma o estudo.

Benefícios adicionais da Acetilcisteína

Além dos claros benefícios do uso de acetilcisteína no quadro de doenças respiratórias, estudos * * ainda apontam hipóteses do uso de acetilcisteína para outros fins, como: 

  • choque séptico;
  • intoxicação por paracetamol;
  • doenças cardiovasculares;
  • transtornos psiquiátricos;
  • tratamento para dores crônicas.

Devido ao seu potencial antiinflamatório, a acetilcisteína possui um grande leque de benefícios e abre precedente para diversos estudos.

Acetilcisteína como suplemento alimentar

A acetilcisteína é popularmente comercializada como medicamento, podendo ser encontrada nas formas de comprimido, xarope, pó ou cápsula efervescente. Apesar de menos comum, o que muitos não sabem é que a acetilcisteína também pode ser encontrada em forma de suplemento alimentar. 

O NAC como suplemento possui os mesmos benefícios, como melhora da atividade pulmonar, da respiração, expectoração, além do papel antioxidante. O suplemento de acetilcisteína pode ser um ótimo complemento para quem sofre com problemas respiratórios crônicos.

Acetilcisteína: posologia e dosagem

O uso de acetilcisteína deverá ser recomendado por um médico ou nutricionista, assim como a dosagem e forma de uso, que será individual para cada caso. O profissional levará em consideração a gravidade do quadro, o contexto e o perfil do paciente.

De forma geral, o uso adulto de acetilcisteína varia entre 200 a 600 mg, de 5 a 10 dias, ou conforme orientação médica.

Acetilcisteína: efeitos colaterais e contraindicações

O uso de acetilcisteína pode trazer alguns efeitos colaterais, os mais comuns são os sintomas gastrointestinais, como azia, enjoo, diarreia ou vômito. Os mais graves, porém menos frequentes, envolvem choque anafilático, broncoespasmo, inchaço na face e garganta, erupção e prurido cutâneo.

Preste sempre atenção aos outros compostos da formulação do medicamento ou suplemento de acetilcisteína, pois pessoas com hipersensibilidade à eles apresentam contraindicação ao uso.

A acetilcisteína possui inúmeros benefícios, especialmente para quem sofre com problemas respiratórios e produz muito muco nasal. Busque um profissional de saúde e converse sobre a possibilidade de incorporar a suplementação de acetilcisteína à sua rotina.

Referências

  • Raghu G, Berk M, Campochiaro PA, Jaeschke H, Marenzi G, Richeldi L, Wen FQ, Nicoletti F, Calverley PMA. The Multifaceted Therapeutic Role of N-Acetylcysteine (NAC) in Disorders Characterized by Oxidative Stress. Curr Neuropharmacol. 2021;19(8):1202-1224. doi: 10.2174/1570159X19666201230144109. PMID: 33380301; PMCID: PMC8719286.
  • SUAREZ, Willian Toito. Development of analytical procedures for determination of n-acetylcysteine in pharmaceutical formulations.. 2005. 118 f. Dissertação (Mestrado em Ciências Exatas e da Terra) - Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, 2005.
  • STEY, C. et al. Efeito da N-acetilcisteína oral na bronquite crónica: uma revisão sistematizada quantitativa. Revista Portuguesa de Pneumologia, v. 7, n. 4-5, p. 396-398, 2001.
  • FERREIRA, Clarissa S. et al. Efeito da N-Acetilcisteína (NAC) sobre o estresse oxidativo no modelo experimental de cirrose. Revista de Iniciação Científica da ULBRA, n. 1, 2002.

Artigo escrito por Joana Mazzochi, formada em Administração Empresarial pela UDESC e em Nutrição pela UNIVALI (CRN-10/10934). Além de produzir conteúdo sobre nutrição e saúde, atende pacientes que desejam melhorar a relação com a alimentação.

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